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O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, reiterou nesta terça-feira que não havia necessidade em aceitar a ajuda do governo federal em liberar tropas para colaborar no combate aos responsáveis pelos ataques cometidos sob a coordenação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
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O governador paulista comentou sobre a aparente "calma" na cidade após seguidos ataques criminosos e disse que as policias não têm previsão de novos ataques, mas que, mesmo assim, continuarão trabalhando ostensivamente nas ruas. Lembo aproveitou para declarar que o governo não fez nenhum tipo de acordo com a facção criminosa PCC. "São Paulo não se curva para o crime", disse, em entrevista à rádio Jovem Pan.
O governador também declarou que "São Paulo nunca se negou a receber ajuda do governo federal" e disse que apenas confiou no trabalho das polícias civil e militar e, com isso, não era preciso colocar tropas federais nas ruas do Estado.
"Confiamos na nossa equipe (de policiais)", disse Lembo, afirmando também que a "nossa polícia é forte, nossa sociedade é forte". O governador afirmou que "a grande lição (dos ataques) é que temos que melhorar nosso serviço de informação", sugerindo uma integração com outros Estados.
Sobre os telefones celulares utilizados dentro das penitenciárias, Cláudio Lembo afirmou que a Agência Nacional de Telefonia (Anatel) "deveria pensar melhor na questão da telefonia próxima aos presídios". Procurada pelo Portal Terra, a Anatel afirmou que não queria comentar a declaração do governador.
Segundo a assessoria da Agência, uma nota enviada nesta segunda esclarece que a responsabilidade de bloquear o sinal de telefones celulares em presídios cabe ao governo do Estado e não a Agência ou a prestadora de serviços de telefonia móvel.
O governador também disse que sempre manteve um relacionamento de solidariedade com o presidente Lula e com o ministro da Justiça Thomaz Bastos.
Por fim, Lembo falou sobre a situação dos secretários de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu, e de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa. "Eu quero não só manter como também elogiar (os secretárioa). Eles foram corajosos", disse.
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