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A onda de violência que atingiu o Estado de São Paulo e outras cidades do país, sob ordens saídas de dentro de penitenciárias, foi deflagrada para pressionar o governo a ceder às exigências da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Além de uma série de pedidos relativos à vida na prisão, o PCC queria evitar a transferência de líderes para prisões no interior, consideradas "incomunicáveis".
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Sob o comando de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, o PCC exige que os presos tenham direito a banhos de sol diários, visita íntima e aparelhos televisores sob o pretexto de assistir à Copa do Mundo. Além disso, os detentos queriam trocar a cor dos uniformes nas penitenciárias, exigência já atendida pelo Estado.
Além disso, o PCC exige que os presos transferidos para o interior não sejam submetidos ao regime de observação, no qual os detentos ficam trancados e não podem receber visitas ou advogados por um período de até 30 dias.
O movimento de ataques e assassinatos de policiais coordenado pelo PCC iniciou após a transferência, no dia 11 de maio, de 765 presos para a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km a oeste de São Paulo), com a intenção de coibir ações promovidas pela facção.
No dia seguinte, oito líderes do PCC foram levados para depoimento na sede do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), na zona norte de São Paulo. Entre eles, estava o líder da facção, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, que acabou sendo levado para a penitenciária de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo), considerada a mais segura do país. Na unidade, ele ficará sob o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), mais rigoroso.
Recurso
A advogada Maria Cristina Rachado anunciou que vai protocolar hoje um pedido na Justiça para a "imediata desinternação" de Marcola do Regime Disciplinar Diferenciado. Ela afirma que seu cliente foi transferido para o presídio de Presidente Bernardes sem que ocorresse uma decisão judicial nesse sentido.
Em seu requerimento enviado à Justiça, a advogada aponta que Marcola foi "rotulado como líder da facção criminosa denominada Primeiro Comando da Capital" e que, durante todos os incidentes, esteve sem comunicação com outros presos. Segundo Maria Cristina, Marcola não poderia ser o mandante ou ter a "autoria intelectual" da série de atentados e rebeliões que vêm ocorrendo em todo o Estado e foi caracterizado pela imprensa como responsável pelos crimes.
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