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Guerra Urbana
Terça, 16 de maio de 2006, 03h04  Atualizada às 08h03
Governo negocia trégua com o PCC, mas ataques continuam
 
AFP

Pessoas são revistadas no Centro de São Paulo
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Depois de cerca de cinco horas sem registrar atentados, criminosos voltaram a atacar as forças de segurança em São Paulo em diversos locais no início desta madrugada, principalmente na Região Metropolitana, causando a morte de pelo menos dez pessoas. O final dos ataques teria sido acertado após uma negociação de membros do governo paulista com líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O governo nega a negociação.

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No total, ocorreram 91 mortes em 191 ataques de criminosos contra a polícia e rebeliões em presídios desde a última sexta-feira. Ficaram feridas 49 pessoas, e 98 suspeitos foram presos.

Na zona sul da capital paulista, dois homens roubaram um táxi. Alertados, policiais localizaram o carro e ordenaram que eles descessem do veículo. Os criminosos começaram a atirar, foram baleados e acabaram morrendo. Nenhum policial ficou ferido. Dentro do carro foram encontradas oito bananas de dinamite.

Na zona leste da capital, dois homens foram mortos pela polícia ao atacarem uma agência bancária.

Nesta madrugada, bandidos atiraram contra as paredes e jogaram uma granada em uma base da polícia militar em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. O fórum da cidade também foi atacado. Quatro suspeitos morreram em trocas de tiro com a polícia. Não eram registrados ataques desde as 19h30 de ontem.

Granada
Um grupo de homens em um Fiat Uno escuro furou um bloqueio na rua Daniel Expedito Egídio, no Conjunto dos Metalúrgicos, e depois atacou a base comunitária com tiros e uma granada. Segundo a Polícia Civil, a granada explodiu próximo à porta da base, sem causar grandes danos. Os três tiros disparados pelos criminosos estilhaçaram os vidros da janela. Nenhum dos policiais que estava na base se feriu.

Por volta da 1h30, segundo a rádio Jovem Pan, policiais trocaram tiros com suspeitos no Terminal Varginha, em São Paulo. Dois homens suspeitos, que estavam em uma moto vermelha sem placas, não obedeceram a uma ordem de parar dada por dois policiais militares ao passar em frente ao quartel da 3ª Companhia de Polícia Militar.

O motorista abandonou o veículo e se refugiou em um matagal. O carona disparou contra dois sargentos com uma metralhadora. Os policiais revidaram e balearam o criminoso. Ele chegou a ser socorrido em um hospital, mas acabou morrendo. Foram apreendidas uma pistola 45mm e uma metralhadora 9mm.

Em outro ataque, PMs foram alvos de ataque em um conjunto habitacional na cidade de Rio Claro. As casas de cinco policiais militares foram atingidas. Um menino de sete anos morreu após ser atingido por uma bala perdida durante um tiroteiro entre bandidos e policiais no bairro Bom Sucesso.

Na zona norte da capital, criminosos atacaram um condomínio onde moram policiais civis e militares. Dois homens chegaram atirando. Os moradores revidaram. Ninguém ficou ferido na troca de tiros. Os bandidos conseguiram escapar. Os moradores se revezaram fazendo a segurança da rua.

Criminosos ateram fogo à fachada do 1º DP de Peruíbe (130 quilômetros ao sul de São Paulo) por volta das 23h35 desta segunda-feira, sem causar vítimas. Segundo a polícia, o fogo começou em um sofá que estava em frente à delegacia. O Corpo de Bombeiros foi acionado e apagou o fogo rapidamente.

Uma bomba caseira explodiu em uma viatura da Polícia Civil em frente à delegacia de Tremembé (138 quilômetros a nordeste de São Paulo) na madrugada desta terça-feira. Ninguém se feriu. O carro protegia o prédio de possíveis atentados. Segundo a polícia, uma testemunha viu um homem colocar o explosivo sobre um dos pneus traseiros da viatura.

Prisão
Um dos suspeitos de comandar vários ataques, o bandido do PCC Zoinho, foi preso nesta madrugada com outras seis pessoas no municipio de Mauá, nas proximidades de uma favela.

Eles portavam uma metralhadora, pistolas e muita munição. Um dos presos era procurado pela Justilça e é suspeito de ter participado de um ataque contra o 55º DP.


 

Redação Terra
 
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