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Guerra Urbana
Segunda, 15 de maio de 2006, 18h05 
Medo e boatos deixam paulistano desorientado
 
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Com o serviço de ônibus praticamente paralisado e uma onda de boatos que fez com que várias empresas encerrassem as suas atividades mais cedo, o paulistano que saiu para trabalhar nesta segunda-feira tem dificuldades para voltar para casa.

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Às 17h30, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrava 195km de congestionamento nas principais vias da cidade, recorde do ano.

A Polícia Militar tenta tranqüilizar a população ao afirmar que a situação está sob controle. "O que acontece é que uma onda de boatos deixa a população amedrontada", disse o comandante geral da PM Eliseu Éclair Teixeira Borges.

Um dos principais boatos que circulou foi o de que o metrô encerraria as suas atividades às 17h. Vários registros de atentados que não ocorreram, principalmente no metrô, também foram desmentidos oficialmente pela empresa, que pretende levar o serviço até o horário habitual da meia-noite.

Sem os ônibus e com uma demanda forte pelo metrô, é complicado até achar um táxi livre em São Paulo. A procura chega a durar pelo menos uma hora e meia, como relata a jornalista Sílvia Ribeiro. "Dei mais de 20 telefonemas e tentei parar uns 30 táxis, mas ou eles estavam lotados ou não queriam parar", disse.

Nas ruas, muitos aguardam o ônibus que não vêm, ou quando vêm passam lotados. No centro da cidade e nos shoppings, o comércio foi paralisado. As poucas lojas que permaneceram abertas ficaram vazias.

Nos pontos de ônibus, há muitas pessoas, mas com o serviço deficiente, a espera também pode demorar horas. Nas ruas, muita gente tenta o retorno para casa a pé.
 

Redação Terra