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Guerra Urbana
Domingo, 14 de maio de 2006, 22h23  Atualizada às 12h17
Entenda a onda de violência contra a polícia em SP
 
Moisés B. Dias /Futura Press
Policial avalia destruição em uma das bases atacadas no sábado
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Em maio de 2006, São Paulo enfrentou uma série de ataques do PCC. Confira a cronologia da onda de violência na capital paulista.

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Sexta-feira, 12 de maio
Após a transferência de oito presos para o DEIC, entre eles o líder do PCC, o Marcola, começa uma série de ataques contra bases comunitárias, delegacias, agentes penitenciários, policiais e oficiais da Guarda Civil Metropolitana. Ao todo, são registrados 64 ataques e 32 mortes na capital, cidades do litoral e região metropolitana.

Sábado, 13 de maio
Começam rebeliões em presídios de todo o Estado. São Paulo amanhece com situação crítica em 18 presídios, onde eram mantidos 132 reféns. O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, cancela folgas e férias e convoca toda a força policial. Os órgãos de segurança ganham bloqueios nas ruas com o objetivo de evitar a aproximação de bandidos.

Domingo, 14 de maio
O terceiro dia de violência é marcado por ataques contra ônibus e agências bancárias na Grande São Paulo e capital iniciados durante a noite. As rebeliões penitenciárias aumentam e se estendem para fora do Estado. Em São Paulo, o total de mortes sube para 44. No Paraná e Mato Grosso do Sul, são registradas oito rebeliões. Unidades da Febem também são tomadas pelo clima violento. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), 72 mortes são contabilizadas até a noite de domingo.

Segunda-feira, 15 de maio
Os ataques contra ônibus e agências continuaram na madrugada. A polícia estima que 66 ônibus urbanos foram queimados no período. Em confrontos com a polícia, 13 suspeitos de participação nos ataques são mortos. Um agente penitenciário é assassinado em rua da zona leste da capital. Os ataques concentrados na zona sul causam a paralisação de 4 mil ônibus em São Paulo. A prefeitura suspendeu o rodízio de carros em função da falta de coletivos.

Pontos do comércio de São Paulo fecharam as portas mais cedo com medo de serem alvos de ataques. O medo também levou à suspensão de aulas em escolas e universidades. Os problemas no trânsito levaram a um congestionamento recorde de 195 km.

No final do dia, o governo de São Paulo anunciou o fim das rebeliões no Estado. Foram mortos no total nove presos nas rebeliões ocorridas em 73 prisões desde sexta-feira, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária.

Terça-feira, 16 de maio
Um conjunto habitacional de policiais na cidade de Rio Claro é atacado na madrugada. Uma base comunitária em Osasco, no Conjunto dos Metalúrgicos, foi alvo de tiros e uma granada.
 

Redação Terra