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Governo prevê Brasil 'dono de sua Defesa' em 20 anos

4 set 2012 15h44
| atualizado às 15h53
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Giuliander Carpes
Direto do Rio de Janeiro

Atualmente o montante mundial de negócios envolvendo equipamentos militares gira na casa de US$ 1,5 trilhão. O Brasil é responsável por US$ 1 bilhão deste valor, mas o Ministério da Defesa prevê um incremento significativo da indústria bélica do País a partir do Plano de Articulação e Equipamento da Defesa, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.

"Em 20 anos, pretendemos estar dominando várias tecnologias. Já está encaminhada a compra do nosso primeiro submarino nuclear (por cerca de 6 bilhões de euros) com acordo de transferência de tecnologia da França. O mesmo deve acontecer quando o Brasil fechar a compra de novos caças", disse nesta terça-feira o vice-almirante Sergio Roberto Fernandes dos Santos, diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Industrial do Ministério da Defesa.

O vice-almirante representou o ministro da Defesa, Celso Amorim, na intermediação de painel sobre os projetos de tecnologia da informação na área de Defesa durante o Rio Info, maior congresso brasileiro do setor. Segundo Fernandes dos Santos, a indústria brasileira estará plenamente desenvolvida ao final do plano de articulação, previsto para 2031.

"O plano de articulação vai alavancar nossa indústria. País que quer ser referência tem de ser dono da sua Defesa e é nessa direção que o nosso ministério está caminhando. Em todas as aquisições de equipamento está prevista transferência de tecnologia", disse.

A estratégia de investir mais em Defesa é bastante contestada por alguns setores da economia, mas o representante do Ministério da Defesa acredita que a compra de novos equipamentos por vultuosas somas é um processo sem volta. "O Brasil precisa muito ser dono da sua Defesa porque é um país que está em crescimento. Quanto maiores os interesses econômicos envolvidos, inclusive com a questão do pré-sal, maiores as necessidades de Defesa. Não podemos ficar dependentes de terceiros", disse Fernandes dos Santos.

Fonte: Terra
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