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Rio de Janeiro $urreal | | Febre de Rio

Febre de Rio

Rio de Janeiro $urreal

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Tudo começou com uma nota numa coluna de um jornal carioca em que um leitor propunha a troca da moeda do real pelo $urreal diante dos preços cada vez mais abusivos praticados no Rio de Janeiro. Depois disso, ainda nesta semana, veio a foto de um cardápio de um quiosque em Ipanema com um preço, de fato, surreal. A imagem da comanda com um misto quente saindo pela bagatela de R$ 20 circulou (e viralizou) pelas redes sociais. E foi a gota d`água para que comunidades na internet surgissem como forma de protesto.

“Se Vira no Rio”, “Não pago preço absurdo” e “Boicote Rio” são alguns exemplos de manifesto de inconformidade.  Notas do $urreal, com a imagem do patrono da arte surrealista, Salvador Dalí, no lugar das garças e garopas do real convencional, pipocaram nas redes sociais – uma criação da designer Patrícia Kalil. Mas nenhuma vem ganhando tantos adeptos como o “Rio $urreal – Não Pague”, página no Facebook criada pelas amigas e jornalistas Daniela Name e Andréa Cals, com layout do designer Flávio Soares.

“Nesse momento em que estou falando com você, já são quase 59 mil curtidas”, brinca, ao mesmo tempo que vibra, Andréa Cals. No ato em que escrevo essa reportagem (15h de sábado), dou uma rápida checada e já verifico que outras mil pessoas já aderiram ao movimento: 60 mil likes. Um fenômeno viral do bem para algo construído e posto no ar menos de 24 horas atrás.

“Não fizemos nada demais. Só criamos uma página. Está todo mundo de saco cheio”, explicou Andréa. A página “Rio $surreal – Não Pague” ganha adeptos, na opinião de uma de suas criadoras, justamente por ser algo “que passou dos limites. Está errado isso. As pessoas dizem que é absurdo, mas pagam. É um comodismo”. Instantaneamente, chegaram mais exemplos de preços abusivos na cidade olímpica e de Copa do Mundo que bate todos os recordes de preços altos.

Um exemplo que a página postou e divulgou: um sorvete com banana, simples, a famosa banana split, em Santa Tereza, está custando R$ 31 num restaurante. “Uma moça me contou que estava na praia e foi comprar um picolé, um Tablito, e o cara cobrou a bagatela de R$ 20. E ela falou: moço, o que é isso? Por que esse preço? Uai, minha filha, é para todo mundo. As pessoas pagam. Acho que essa frase diz tudo”, afirmou.

A ideia do site criado ontem é servir como uma espécie de serviço público, não só de estabelecimentos comerciais, mas de uma forma mais ampla – vale lembrar os “módicos” valores cobrados nos alugueis do Rio de Janeiro, por exemplo. “É simples. Está caro? Não paga. Queremos conscientizar as pessoas. Mas é importante ressaltar que não podemos confundir boicote, com calote”, resumiu.

O serviço público da página, aliás, não é só para alertar os locais caros do Rio, mas também os que oferecem preço justo. “A ideia é as pessoas indicarem os lugares onde estão baratos, você divulgar e incentivar as pessoas”, esclareceu ainda. Menos de 24 horas após a sua criação, onde uma das criadoras quer chegar com o “Rio $urreal”?

“Eu quero que os preços caiam, que as pessoas se toquem que mudou o pensamento geral da galera, que a gente não está mais querendo baixar a cabeça. É um movimento que começou ano passado, com as pessoas nas ruas, existe uma forma de pensar diferente na cidade do Rio de Janeiro”. Que assim seja. 

André Naddeo

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