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Estudo: 81% dos inscritos no Bolsa Família têm emprego precário

19 nov 2009
17h04
atualizado em 20/11/2009 às 00h52
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Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o perfil do Cadastro Único (CadÚnico) do Programa Bolsa Família indicou que 81% dos beneficiários economicamente ativos tem vínculo empregatício precário ou trabalham por conta própria. São 22% trabalhando na agricultura familiar; 15% são trabalhadores por conta própria e outros 15% foram classificados como desempregados ou com inserção marginal na economia. Além desses, 13% dos beneficiários são empregados urbanos sem carteira; 9% são trabalhadores domésticos (com ou sem carteira assinada) e 7% são trabalhadores agrícolas sem carteira.

Há ainda cerca de 5,6 milhões de beneficiários que são empregados com carteira assinada. O número corresponde a 19% da População Economicamente Ativa (PEA), de 16 anos ou mais, que recebe o benefício (29,2 milhões de pessoas). Se enquadram no critério do programa as famílias que tenham renda mensal per capita de até R$ 140.

O estudo tem como base a identificação de famílias com perfil semelhante na Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad) de 2006. A indústria de transformação responde por 22% dos empregos das pessoas que têm carteira assinada e são beneficiárias do Bolsa Família; 16% trabalham no comércio e 14% na atividade agrícola.

De acordo com o estudo, "não há nada de errado" no fato de pessoas com carteira assinada serem contempladas pelo programa. "Eles estão no Cadastro Único simplesmente porque têm famílias numerosas e sua renda não é suficiente para a superação da pobreza", afirmaram os pesquisadores que assinam o estudo, Jorge Abrahão de Castro (diretor de Estudos e PolíticasSociais do Ipea), Natália Sátyro, José Aparecido e Serguei Soares.

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