Sudeste tem a malha viária mais ampla e diversificada

18 nov 2015
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A Região Sudeste possui a malha de transportes mais ampla e diversificada do  país. É o que revela estudo realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e as federações estaduais de indústria do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a região. Ainda assim, para que mercadorias circulem pela região, internamente ou para exportação, é preciso melhorar as rotas existentes e criar saídas para reduzir o custo de transportes e melhorar a competitividade da economia.

Mais de 60% da mercadoria nacional passam pelas estradas do Sudeste rumo ao porto de Santos
Mais de 60% da mercadoria nacional passam pelas estradas do Sudeste rumo ao porto de Santos
Foto: Douglas Aby Saber - Gilmara Silva Santos - ME

“Mais de 60% da mercadoria nacional passam pelas estradas do Sudeste rumo ao porto de Santos. É preciso ampliar e investir nessa malha viária”, diz Neuto Gonçalves dos reis, diretor técnico da NTC&Logística.

O estudo da CNI identificou 86 obras prioritárias (rodovias, ferrovias, portos e um mineroduto). Com investimentos previstos de R$ 63,2 bilhões, os projetos consolidariam oito grandes rotas para movimentar cargas com mais agilidade e eficiência, propiciando economia anual de até R$ 8,9 bilhões com gastos com transporte, a partir de 2020. Para os quatro estados em análise (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e espírito Santo), significaria uma redução de 5,4% no que se gasta para levar cargas da origem ao destino.

Apesar de não entrar como obra analisada no estudo, por ser apenas estadual, o Rodoanel é apontado por especialistas como divisor de águas no acesso de caminhões ao porto de Santos. Ainda não finalizado, o projeto tem acesso direto pela Castelo Branco, Anhanguera e Dutra, o que facilita o escoamento de cargas que vem de outros estados. “Facilitamos o fluxo na metrópole, mas quando chega a Santos, você tem um gargalo. O volume de veículos que se chega, e o número de caminhões para serem descarregados no porto, é grande. Não é só a entrada. Essa fila acontece tanto na parte terrestre quanto marítima. Isso gera prejuízo”, diz Luiz Vicente Figueira de Mello, especialista em mobilidade urbana e coordenador do curso de Engenharia da Universidade Mackenzie Campinas.

1. Ferrovia ALL: Mato Grosso a Santos (SP)
A extensão da ALL Malha Oeste, que liga Rondonópolis ao Porto de Santos, precisa de melhorias. Ela é uma das mais importantes rotas para escoar a produção agrícola do Centro-Oeste para o maior terminal portuário do Brasil.
Investimento: R$ 3.5 bilhões
Economia anual: R$ 371,6 milhões (valor baseado no volume de cargas estimado para 2020)

 

2. BR-116: ligação entre o Sul e o Nordeste, pela Via Dutra e Rio de Janeiro
Com 1.635 km de extensão dentro da região Sudeste, a BR-116 é uma das principais rodovias do país, entrecortando importantes polos econômicos, como o eixo Rio-São Paulo.
Investimento: R$ 6,4 bilhões
Economia anual: R$ 716,4 milhões (2020)

 

3. BR-050: Brasília (DF) a Santos (SP)
Ligação entre a capital federal e o Porto de Santos, a rodovia cruza polos produtivos relevantes, como o Triângulo Mineiro e o interior de São Paulo. A rodovia foi recentemente concedida no trecho Goiás-Minas e também precisa ser melhorada.
Investimento: R$ 10,8 bilhões
Economia anual: R$ 868,8 milhões (2020)

 

4. BR-153: região a Goiás, via Ourinhos (SP)
Conhecida como Transbrasiliana, a rodovia corta o Brasil do Pará ao Rio Grande do Sul. No trecho paulista, é importante rota de passagem de cargas entre o Sul e o Centro-Oeste.
Investimento: R$ 2,2 bilhões
Economia anual: R$ 245,3 milhões (2020)

 

5. Ferrovias MRS e EF-118: de Suzano (SP) a Vitória (ES)
Uma das principais ferrovias do país, a MRS liga os portos de Santos (SP) e Açu (RJ), transportando grandes volumes de minério. A ampliação do eixo até o Espírito Santo criaria nova saída para a indústria extrativa.
Investimento: R$ 5 bilhões
Economia anual: R$ 311,4 milhões (2020)

 

Fonte: Gilmara Silva dos Santos ME
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