Brasil

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08 de janeiro de 2010 • 18h41 • atualizado às 21h47

Elas serão cremadas, diz avó das meninas mortas em Angra

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Foto: Arte / Terra
 
Mariana Canedo e Rodrigo Teixeira
Direto do Rio de Janeiro

Rosemay Brasil, que era chamada de vó Rose por Gabriela, 9 anos, e Geovanna, 12 anos, fica emocionada ao se lembrar das netas, cujos corpos estão no IML do Rio de Janeiro após morrerem no deslizamento de terra em Angra dos Reis no último dia 1º de janeiro. Segundo a avó afirmou nesta sexta-feira, suas netas, mortas durante o Réveillon na Ilha Grande, serão cremadas.

A avó disse ainda que aguarda a saída da filha, a jornalista Cláudia Cristine Ribaski Brasil Repetto, e do genro, Marcelo Repetto, dos hospitais onde estão internados para participarem juntos da cerimônia. Eles sobreviveram ao incidente em Angra dos Reis que matou 52 pessoas - incluindo suas duas filhas.

"Os corpos de minhas netas serão cremados e as cinzas colocadas na Fazenda Floresta (em Juiz de Fora, Minas Gerais), num lugar onde vamos plantar duas árvores, uma frutífera para Gabriela e para Geovanna. Uma que dê flores bem bonitas. Este é um desejo da Cláudia, que acabou de decidir isso", disse Rosemay.

A avó das meninas afirmou também que, quando encontrou Cláudia pela primeira vez após a tragédia, disse que recebeu uma missão. "Ela me pediu que eu fosse forte e não posso decepcioná-la".

Rosemay disse que ficou comovida com a atitude de todos que homenagearam suas netas na missa de sétimo dia realizada na quinta-feira.

Sem esconder o choro, agradeceu o apoio dos brasileiros que postaram mensagens de solidariedade em um site de relacionamento Orkut. "Muitas palavras que li no Orkut ainda estão na minha memória. Disseram coisas lindas sobre minhas netas. Elas eram muito amadas. Me senti amparada, carregada no colo por tudo o que lia e tenho certeza que todas as orações estão chegando até nós", afirmou.

Tragédia em Angra
Deslizamentos de terra causaram dezenas de mortes na madrugada do dia 1º em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. No centro de cidade, uma encosta cedeu e deslizou por cima de casas no Morro da Carioca. Na Ilha Grande, o deslizamento por conta das chuvas durante a madrugada encobriu a pousada de luxo Sankay, lotada de turistas, e mais sete casas, na enseada do Bananal. Cerca de 120 homens da Defesa Civil, dos Bombeiros e da Marinha participam do resgate.

Redação Terra