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Dilma encontra Evo Morales para discutir crise após fuga de senador

30 ago 2013
09h43
atualizado às 11h08
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A presidente Dilma Rousseff viajou nesta sexta-feira para Paramaribo, no Suriname, para participar da Cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), e aproveitará para ter uma reunião paralela com o presidente boliviano, Evo Morales, na qual abordará a atual crise diplomática entre ambos os países. Dilma embarcou no avião presidencial na Base Aérea de Brasília por volta das 8h e deve retornar hoje mesmo ao País.

A reunião com Morales tem como objetivo buscar uma solução para a crise gerada pela saída do senador boliviano Roger Pinto de La Paz sem salvo-conduto e com a cumplicidade de um diplomata brasileiro. O encontro foi marcado em uma conversa telefônica "cordial" de cinco minutos que os dois líderes tiveram na tarde de quarta-feira, segundo a Presidência. 

Roger Pinto, um ferrenho opositor de Morales e que estava asilado na embaixada do Brasil em La Paz desde 28 de maio de 2012, conseguiu sair da Bolívia e entrar no Brasil no sábado passado graças à cumplicidade de um diplomata, o que provocou a renúncia do chanceler Antonio Patriota. O presidente boliviano pediu na quarta-feira que o governo brasileiro mande o político de volta à Bolívia para que responda às acusações de corrupção contra ele.

O governo boliviano exigiu "explicações" do Brasil pela saída do senador, a quem classificou de "foragido" por ter sido condenado em processo por corrupção e enfrentar processos na Justiça. As autoridades da Bolívia, no entanto, disseram que o episódio não irá afetar as "estreitas" relações entre os países.

Em relação à 7ª Cúpula da Unasul, Dilma participará de toda a agenda do evento. A governante estará presente em um almoço oferecido pelo presidente do Suriname, Desiré Delano Bouterse, a todos os chefes de Estado e de governo; posará com seus colegas para a foto oficial no jardim do Hotel Royal Torarica; e participará da plenária da cúpula e da sessão de encerramento.

Durante a cúpula, será eleito um novo secretário-geral do organismo, criado um serviço geológico regional e o Peru transferirá ao Suriname a presidência temporária do bloco. Segundo a Presidência brasileira, o mais importante da reunião é a reincorporação do Paraguai à Unasul após 14 meses de suspensão do país após a destituição do então presidente Fernando Lugo.

EFE   
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