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Dilma critica “tentações coloniais” da França no Mali

24 jan 2013 15h14
| atualizado às 17h48
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A presidente Dilma Rousseff fez críticas à ação francesa para conter grupos rebeldes que dominam parte do norte do Mali. Em declaração à imprensa junto a autoridades da União Europeia, em Brasília, a presidente defendeu que as ações no país sejam realizadas por vias multilaterais e criticou o que chamou de “tentações coloniais”, referindo-se ao protagonismo da França - que colonizou o país africano até meados do século 20 - nas ações militares.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso (esq.), a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso (esq.), a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy
Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

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“No que se refere a essa questão do Mali, nós defendemos a submissão das ações militares às decisões do Conselho de Segurança da ONU com atenção à proteção dos civis. O combate ao terrorismo não pode violar os direitos humanos nem reavivar nenhuma das tentações, inclusive as antigas tentações coloniais”, afirmou Dilma.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizou envio de forças estrangeiras ao país para frear o avanço de grupos rebeldes islamitas. Em paralelo, o governo do Mali também recorreu à França em busca de apoio.

“Consideramos que é muito preocupante a situação de conflito armado no Mali, decorrente e como consequência de todo o conflito que ocorreu na Líbia e que desbordou para o Mali devido a um acesso a meios armados que foram apropriados por segmentos e por grupos que agora criam instabilidade não só no Mali, mas em toda a região. Também advogamos uma participação muito grande dos órgãos internacionais na resolução desses conflitos”, disse a presidente em outro momento.

Em resposta ao tom assertivo de Dilma, o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, disse que a União Europeia condena os atos perpetrados por grupos terroristas, que estão colocando em risco à integridade territorial do país bem como a segurança da população. Na avaliação do representante europeu, a intervenção militar francesa faz parte dos esforços contra o terrorismo.

“A decisão da União Europeia de estabelecer uma missão para assessorar o Exército de Mali bem como nosso apoio à missão encabeçada pelos militares em Mali e a pronta resposta da França e outros países europeus são parte integral desses esforços”, afirmou van Rompuy.

Fonte: Terra
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