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"Cura gay" e médicos estrangeiros viram alvo de protestos em SP

26 jun 2013
21h28

Um grupo de 500 pessoas contrárias ao projeto de decreto legislativo conhecido "cura gay" e uma centena de médicos que se opõem à contratação de profissionais estrangeiros marcharam nesta quarta-feira nas ruas de São Paulo.

A concentração começou na Praça do Ciclista, no começo da Avenida Paulista, e a passeata se estendeu até a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio com destino ao Parque de Ibirapuera.

Os manifestantes rejeitam o projeto aprovado no último dia 18 de junho na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e que pretende retomar uma antiga lei que considera a homossexualidade uma "doença".

O projeto pretende derrogar uma resolução de 30 anos do Conselho Federal de Psicologia, pela qual os psicólogos são proibidos de orientar os pacientes a mudar sua opção sexual.

A iniciativa provocou a rejeição popular e uniu-se às reivindicações sociais que nos últimos dias levaram milhões de pessoas a saírem às ruas em mais de 100 cidades.

O empresário Shoichi Iwashita, de 34 anos, que pede a renúncia do deputado e pastor evangélico Marcos Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, afirmou à Agência Efe que o projeto "engana as pessoas".

O aposentado Amaury Guedes, de 78 anos, se uniu à manifestação convocada pelos jovens nas redes sociais e marchou levando cinco cartazes que também pediam a saída de Feliciano.

"Minha filha sempre participa das manifestações e acho que é importante estar aqui, participando e defendendo a causa", ressaltou.

Os médicos também se uniram ao protesto, mas com outra reivindicação específica para sua profissão.

Os profissionais da saúde são contrários ao anúncio da presidente Dilma Rousseff de contratar médicos estrangeiros caso os médicos brasileiros não respondam à demanda em regiões afastadas do país.

O grupo de médicos pede melhores condições salariais nessas regiões e a ampliação de vagas nas faculdades do país.

Outra concentração popular aconteceu na Câmara Municipal, onde hoje foram aprovados os três pedidos para criar uma comissão especial de vereadores para investigar os processos de licitação e contratação de empresas de ônibus na maior cidade brasileira.

EFE   
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