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Cruz Vermelha: Brasil pode atuar na liberação de reféns das Farc

9 dez 2010
20h05
atualizado às 20h36

O Brasil está disposto a colaborar na libertação de cinco reféns de posse das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), afirmou nesta quinta-feira o porta-voz da Cruz Vermelha colombiana, Pascal Jaquier. "Fizemos contatos preliminares com o Brasil e recebemos uma resposta positiva. O Brasil está disposto a colaborar no processo", disse.

A Cruz Vermelha ainda não recebeu o "requerimento oficial" do governo colombiano e das Farc "para participar do processo", mas "como sempre, estamos à disposição", afirmou Jaquier. A guerrilha anunciou que libertará os cinco reféns e os entregará à ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, mas não definiu uma data. O porta-voz não definiu prazos porque, segundo ele, esses processos "levam tempo".

Esta seria a terceira participação do Brasil em procedimentos similares na Colômbia. Em duas ocasiões anteriores, o País forneceu helicópteros e tripulações para buscar reféns das Farc na selva colombiana.

A senadora, que foi cassada por seus vínculos com as Farc, participou de 14 libertações de reféns desde 2008, com o apoio da Cruz Vermelha e da Igreja Católica. No começo de novembro, foi destituída pelo Congresso depois que a procuradoria (Justiça administrativa) a sancionou com 18 anos de inelegibilidade ao considerar que ultrapassou o papel de mediadora.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, autorizou nesta quinta-feira a participação de Piedad no processo e afirmou que o governo dará garantias de segurança para que as libertações ocorram. Os reféns são o major da polícia Guillermo Solórzano, o cabo do Exército Salín Sanmiguel, o infante da Marinha Henry López Martínez e os vereadores Marcos Vaquero e Armando Acuña, sequestrados entre 2007 e 2010.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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