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O Congresso pretende encaminhar na próxima semana ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, o relatório final da CPI dos Correios que confirma a existência do "mensalão" e pede o indiciamento de mais de cem pessoas, incluindo os ex-ministros José Dirceu e Luiz Gushiken. O encaminhado a Souza se deve porque cabe ao Ministério Público Federal (MPF) propor eventuais ações contra os suspeitos de corrupção.
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, pouco do material da CPI será aproveitado por Souza, responsável por investigar autoridades que têm foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF), ou seja, possuem o direito de ser investigadas e processadas perante tribunais, não pelos juízes de primeira instância.
O procurador-geral precisará fazer uma espécie de triagem no relatório. Por lei, no entanto, ele não tem nenhuma obrigação de seguir as recomendações da comissão. Souza apura, desde o ano passado, as suspeitas de pagamento de mesadas a parlamentares.
As investigações integram um imenso inquérito que tramita no STF em segredo de Justiça. Em suas últimas entrevistas, ele indica que, em breve, tomará uma decisão no inquérito, podendo, inclusive, denunciar suspeitos.
A investigação sobre o suposto envolvimento de pessoas sem foro privilegiado no caso deve ser encaminhada a procuradores da República que atuam junto à Justiça de primeira instância e que já apuram irregularidades na Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).
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