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Os deputados titulares do Conselho de Ética Júlio Delgado (PSB-MG), Orlando Fantazzini (Psol-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ), Benedito de Lira (PP-AL), e os suplentes Cézar Schirmer (PMDB-RS) e Cláudio Magrão (PPS-SP) se desligaram ontem do Conselho. Outros três integrantes também assinaram o ofício de desligamento, mas resolveram aguardar o fim dos processos em andamento no colegiado antes de deixar suas funções.
A iniciativa dos parlamentares foi motivada pela revolta contra o plenário da Câmara, que absolveu seis deputados que haviam sido condenados no Conselho de Ética. O último passo para o pedido coletivo de renúncia foi a absolvição em plenário, na quarta-feira à noite, do deputado João Paulo Cunha (PT-SP).
"O Conselho não tem os seus trabalhos respaldados pelo plenário e, em função disso, nós não temos mais porque ficar fazendo uma papel meramente encenatório", disse Delgado.
Também assinaram o ofício de desligamento Carlos Sampaio (PSDB-SP), Nelson Trad (PMDB-MS) e Marcelo Ortiz (PV-SP). Mas eles atenderam ao pedido do presidente do Conselho, Ricardo Izar, e vão continuar até o fim dos processos.
Na próxima terça-feira, o Conselho sorteia um novo relator para o processo de Janene. A antiga relatora, deputada Angela Guadagnin (PT-SP) está afastada do Conselho.
Até agora, dos 11 processos em que o conselho recomendou a cassação, o plenário já votou 9 e mudou seis conclusões, confirmando apenas a cassação de José Dirceu (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Pedro Corrêa (PP-PE). O Conselho propôs duas absolvições, que foram respaldadas pelo plenário.
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