| Agência Senado/Divulgação |
 Parlamentares discutem ao votar relatório |
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O relatório final da CPI dos Correios foi aprovado nesta quarta-feira com 17 votos favoráveis. Eram necessários 16 votos para aprová-lo. Apenas quatro parlamentares foram contrários ao parecer. Os votos decisivos para a aprovação partiram dos deputados Medeiros (PL-SP) e Asdrubal Bentes (PMDB-PA).
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Uma confusão generalizada marcou a votação em Brasília. Diversos parlamentares pediram para falar durante a apuração, o que causou discussões.
O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), incorporou 35 modificações ao texto. No entanto, ele afirmou que não foi feita nenhuma mudança nos aspectos que considera "estruturais" em seu relatório. "Não mudou nada no que diz respeito ao 'mensalão'", garantiu.
O relatório paralelo apresentado pelo PT ontem rejeitava a tese do "mensalão" para compra de parlamentares. Segundo o partido, houve caixa dois, ou seja, recursos não contabilizados para campanha eleitoral. No entanto, o relator Osmar Serraglio informou que a constatação de que houve "mensalão" fazia parte da "espinha dorsal" de seu parecer.
Entre as mudanças feitas no texto estão a exclusão do nome do ex-presidente do Banco do Brasil Cássio Casseb do relatório por se tratar, segundo Serraglio, de indiciamento relativo a de crime prescrito.
O relator também alterou a redação sobre a Visanet para deixar claro que as irregularidades foram cometidas pela Diretoria de Marketing do Banco do Brasil, e não pela Visanet - que é uma empresa de cartão de crédito, formada pelo Visa e mais 21 bancos brasileiros. Foi ainda excluído do documento o nome de algumas pessoas citadas como beneficiárias do "mensalão".
Ao final da votação, o presidente da CPI, senador Delcidio Amaral (PT-MS), declarou encerrados os trabalhos da comissão, sob aplausos da oposição. A CPI começou a funcionar em junho do ano passado.
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