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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Correios pode votar hoje o relatório final sobre as investigações da comissão. Um acordo fechado ontem pode viabilizar a votação do texto nesta quarta-feira. O prazo final para a votação do relatório se encerra na próxima segunda-feira. A reunião da CPI para votação do relatório está marcada para as 16h.
Ontem, os deputados iniciaram a discussão do texto do relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). A reunião foi marcada por divergências entre governo e oposição. O PT quer alterações no parecer para a exclusão da tese do "mensalão" e mudanças na lista de pedidos de indiciamento. O relator e a oposição discordam da proposta. Foram mais de cinco horas de discussão. Segundo a Agência Câmara, os debates foram retomadas na manhã de hoje na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
Foram apresentados 37 votos em separado ao parecer de Serraglio. A comissão decidiu, então, criar um "grupo de sistematização", formado pelos deputados Eduardo Paes (PSDB-RJ), Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), José Eduardo Cardozo (PT-SP) e Maurício Rands (PT-PE), para analisar as propostas de mudança e tentar unificar o texto final.
Acordo
Depois de uma reunião entre integrantes da CPI e lideranças partidárias com o presidente do Congresso, Renan Calheiros, o PT decidiu desistir do relatório paralelo que apresentou e negociar pontos de entendimento no texto de Serraglio. O voto em separado do PT é o mais extenso, com 1.109 páginas.
Além de mudanças na lista de indiciamento e da exclusão do termo "mensalão", o partido também quer alterações nas conclusões do relatório sobre a origem dos recursos que abasteceram o chamado "valerioduto" e no tratamento dado aos fundos de pensão. O voto em separado do partido foi o único a ser lido ontem.
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