Relatório paralelo do PT pede investigação do MP
"Nas minhas contas, pelo que me dizem os parlamentares, temos votos para aprovar o relatório", disse Serraglio, quando se dirigia ao plenário do Senado. O deputado se queixou do voto em separado do PT. Segundo ele, não há indicações precisas quanto aos itens alterados.
"Foram retiradas cerca de 730 páginas, de um total de 1.828, mas não sabe o que foi acrescentado", disse Serraglio, ao ressaltar que, se quisesse radicalizar, "simplesmente desconsideraria" o relatório do PT. Em relação à caracterização do "mensalão" - da qual o PT discorda e quer a supressão -, o relator disse que não aceita nenhuma mudança e garantiu estar disposto a ir a voto.
De acordo com a Agência Câmara, participarão do encontro de negociação o relator Serragio; o presidente da CPI, senador Delcidio Amaral (PT-MS); o presidente do Senado, Renan Calheiros; o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (SP); o relator-adjunto Marício Rands; e os sub-relatores de Contratos, José Eduardo Cardoso (PT-SP), e de Fundos de Pensão, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-PR).
Renan apóia votação
O presidente do Senado, Renan Calheiros, se reuniu na tarde desta terça-feira com o relator da CPI dos Correios para demonstrar seu apoio e afirmar que não quer que o relatório final da CPI fique sem votação.
Ele afirmou que fará o possível para que a CPI tenha um relatório final e tudo não acabe em "pizza". "Eu vou conversar com as lideranças e com membros da CPI. Não pode haver acordo sobre méritos ou sobre procedimentos", afirmou.
Renan disse ainda que não há coisa pior para o Brasil e para o Congresso e para o povo do que não aprovar o relatório. A votação do relatório final da CPI, que confirma o mensalão e pede o indiciamento de mais de 100 pessoas, entre elas o ex-ministro José Dirceu, aconteceria às 14h de hoje, mas foi adiada para o final da tarde. No total, foram apresentados 34 votos em separado para o documento.