Fale conosco
Mande suas críticas e sugestões. Participe!

 Boletim
Receba as últimas notícias em seu email
Crise no Governo
Terça, 4 de abril de 2006, 17h37  Atualizada às 19h23
Relatório paralelo do PT pede investigação do MP
 
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
 
 Últimas de Crise no Governo
» Badalados, Ronaldinho e Barcelona chegam ao Japão
» Garibaldi confirma data da leitura de relatório
» Relator busca ajuda para indiciar assessor de Lula
» Amigo de Lula avisa à CPI que não vai depor na terça
Busca
Busque outras notícias no Terra:
A cúpula do PT apresentou hoje ao relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), um relatório paralelo refutando os principais pontos do relatório final apresentado na última semana e sugerindo que o Ministério Público prossiga na pesquisa sobre eventual delito a ser apurado sobre o episódio.

» Votação de relatório é adiada; relator negocia com PT

A CPI transferiu para quarta-feira a votação do relatório final devido ao grande número de votos em separado - 34 no total -, que pedem a alteração parcial ou total do documento. Serraglio vai tentar convencer o PT a desistir de apresentar o relatório parelelo.

Como já havia anunciado, o PT contraria Serraglio e nega a existência do "mensalão". Para eles, o que existiu foi "apenas" Caixa 2. Além do mensalão, a existência do "valerioduto", "lista de Furnas" e alguns indiciamentos são questionados pelos governistas.

"Não se está aqui defendendo a legalidade do caixa dois. Trata-se de prática que deve ser condenada... Mas afirmar que o caixa 2 seria o fantasioso 'mensalão', sem quaisquer provas para tanto, compromete o esforço da CPMI", diz o PT em seu relatório.

Sobre o valerioduto, o PT também contraria a tese do relator de que o esquema teria começado no governo Lula. Para eles, o esquema começou já em 1998 com o tucano Eduardo Azeredo, quando este concorria ao governo de Minas.

"Havia o publicitário (Marcos Valério) seduzido o Partido dos Trabalhadores com um mecanismo para arrecadar fundos, cuja gênese - como comprovou as investigações - se deu nas campanhas políticas desde 1997, mas se explicita com todas as suas características na campanha eleitoral de 1998 para o Governo do Estado de Minas Gerais, na qual saiu derrotado o hoje Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG)", alega o partido no relatório.

Outro ponto que os governistas reforçam é a retirada do relatório do pedido de indiciamento das figuronas petistas José Dirceu, Luiz Gushiken e José Genoino. Por outro lado, o governo pede que o banqueiro Daniel Dantas seja indiciado por tráfico de influência, corrupção ativa e supressão de documento.

Sobre ele, o relatório diz: "Diante de todas as irregularidades identificadas e apontadas no presente relatório da CPI, recomenda-se o indiciamento de Daniel Dantas...", afirma a nota.

O PT questiona ainda a chamada lista de Furnas. No relatório final, Serraglio desqualifica a mesma, alegando que laudos provaram que a lista seria falsa. Na opinião do PT, no entanto, "a inconclusão do laudo oficial deixa dúvidas quanto à autenticidade do documento". Por último os petistas retiram dúvidas que possa ter em torno do filho de Lula.

Em seu relatório, Serraglio sugere ao Ministério Público, a continuação das investigações. Já o PT acredita que a Gamecorp (empresa de Lulinha) despertou interesses por partes de outras empresas e por isso, a Telemar não teria feito financiamento devido a influências. "... a empresa Gamecorp despertou interesses do mercado e que tais operações estão restritas ao âmbito comercial", finaliza a nota.
 

Redação Terra