|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
Os advogados do presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Okamotto, poderão acompanhar a acareação prevista para as 11h desta terça-feira, na CPI dos Bingos, com Paulo de Tarso Venceslau, ex-secretário municipal de Fazenda em São José dos Campos (SP).
O ministro Sepúlveda Pertence deferiu no Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de liminar no mandado de segurança com o pedido dos advogados para que pudessem exercer suas prerrogativas profissionais em caso de excessos na CPI. Eles informaram, na ação, que no dia 22 de novembro passado, durante depoimento de Okamotto na CPI, foram impedidos de fazer pronunciamentos ou intervenções. E citaram o artigo 7º do Estatuto dos Advogados, que garante os direitos da categoria para o exercício profissional.
As notas taquigráficas da sessão da CPI, segundo o ministro, "justificam o receio dos impetrantes".
Adiamento
A acareação estava inicialmente prevista para a terça-feira da semana passada, mas o STF concedeu outra liminar a Okamotto, lhe dando o direito de não comparecer. Okamotto terá de esclarecer, entre outros assuntos, a quitação de um empréstimo de R$ 29 mil que teria sido feito em 2002 pelo presidente eleito Luis Inácio Lula da Silva com o PT.
Na quinta-feira, Okamotto teria usado um de seus funcionários para driblar a CPI dos Bingos. Uma secretária informou ao escrivão da Polícia Federal, José Braulio Rodrigues, que levava um ofício de comparecimento à Paulo Okamotto, que o presidente do Sebrae não estava. No entanto, ao retornar à sede do Sebrae, o escrivão avistou Okamotto em uma das salas.
A notícia foi recebida com indignação na CPI. No entanto, o presidente da CPI, senador Efraim Morais (PFL-PB), marcou a acareação entre Okamotto e Paulo de Tarso para amanhã. Por sua vez, Okamotto afirmou que vai recorrer de todas as formas legais para evitar a acareção.
Paulo de Tarso denunciou, em 1997, supostas irregularidades envolvendo a empresa Consultoria Para Empresas e Municípios (CPEM) e municípios administrados pelo PT.
|