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Crise no Governo
Quinta, 30 de março de 2006, 23h01  Atualizada às 08h06
CPI vai investigar suposta fraude na Mega-Sena
 
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A CPI dos Bingos tem um novo foco de investigações: os prêmios milionários da Mega-Sena. O relator da comissão, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), suspeita de que os prêmios da Mega-Sena, da quina e da quadra da Mega-Sena sejam utilizados para lavagem de dinheiro. A idéia é apurar os dados dos vencedores dos principais prêmios, observando os bilhetes de cada um, as casas lotéricas e as aplicações realizadas.

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Para descobrir o tamanho da possível fraude e a forma como atuavam os suspeitos, técnicos solicitaram na quarta-feira à Caixa Econômica Federal informações sobre todos os prêmios pagos desde 12 de maio de 1997, especialmente os que superaram a casa dos R$ 5 milhões e que eram partilhados em grupos - o chamado 'bolão'.

A data foi escolhida porque a partir deste ano há dados informatizados sobre os concursos da Mega-Sena e da Sena. A CPI dos Bingos trabalha com duas linhas de investigações: fraudes dos bilhetes e negociatas pessoais. "Por enquanto, não é possível dizer que é fraude. Mas posso afirmar que é necessário investigar as coincidências. A idéia é acelerar as investigações o mais rápido possível", disse Garibaldi Alves.

De acordo com sua assessoria, em um mês o trabalho deve ser concluído, pois envolve no máximo de 100 a 150 vencedores de prêmios considerados milionários. As suspeitas vieram à tona a partir de apurações realizadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que é ligado ao Ministério da Fazenda.

O órgão investiga prêmios da quadra e da quina da Mega-Sena. Em depoimento à Polícia Federal, por exemplo, Egton de Oliveira Pajaro Júnior, ex-sócio do empresário de jogos Carlinhos Cachoeira, contou que só ele ganhou de 30 a 40 vezes na Mega-Sena. Sorte ou não, os irmão de Pajaro, Fábio e Cláudio, também eram agraciados com prêmios.
 

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