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O relatório final da CPI dos Correios, apresentado hoje, isentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de culpa no chamado "mensalão". No documento, o relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) afirma que Lula foi informado por duas vezes sobre o esquema pelo então deputado Roberto Jefferson. O presidente, ainda segundo o relatório, solicitou então, ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB) para que ele tomasse as devidas providências.
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"Não incide aqui, responsabilidade objetiva do Chefe Maior da Nação, simplesmente, por ocupar a cúspide da estrutura do Poder Executivo, o que significaria ser responsabilizado independentemente de ciência ou não. Em sede de responsabilidade subjetiva, não parece que havia dificuldade para que pudesse lobrigar a anormalidade com que a maioria parlamentar se forjava. Contudo, não se tem qualquer fato que evidencie haver se omitido", diz o trecho.
O documento de autoria de Serraglio tem um item, dentro da parte sobre as atividades de Marcos Valério intitulado "A Ciência do Presidente Lula".
O relatório classifica o "mensalão" como um esquema de pagamentos a deputados da base governistas em troca de apoio a projetos de interesse do Executivo. Roberto Jefferson foi o primeiro a denunciar o esquema, com o pagamento de R$ 30 mil. Contudo o relatório da CPI aponta outras variantes do mensalão, como "liberação de recursos com periodicidade menor (a cada sete dias, por exemplo) e o pagamento para seduzir o político a trocar de legenda partidária".
O relatório diz ainda que todos esses modelos são variações de um mesmo esquema ilegal de financiamento político, operado pelo empresário Marcos Valério e pelo Delúbio Soares, com o conhecimento de José Genoino e José Dirceu. A CPI pede o indiciamento dos quatro.
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