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Crise no Governo
Quinta, 16 de março de 2006, 12h21 
Caseiro "confirma até morrer" acusação contra Palocci
 
Agência Brasil
Francenildo dos Santos Costa afirma que Palocci freqüentava a mansão em Brasília
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O caseiro Francenildo dos Santos Costa, Nildo, confirmou em depoimento à CPI dos Bingos que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, fez várias visitas à mansão alugada por ex-assessores da prefeitura de Ribeirão Preto, no Lago Sul de Brasília. "Eu confirmo até morrer", disse ele ao ser questionado pela senadora Heloísa Helena (Psol-AL). Em depoimento à CPI dos Bingos, Palocci negou que tenha ido à casa.

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» STF suspende o depoimento

Francenildo também afirmou que Palocci era amigo de Vladimir Poletto, Rogério Buratti e Ralf Barquette, já falecido, freqüentadores assíduos da casa. Segundo ele, Poletto era o responsável pelo pagamento das despesas da casa, inclusive seu salário, que era recebido em dinheiro. O homem contou que Palocci era chamado pelos demais como "chefe".

O caseiro disse que a casa era usada principalmente para a realização de churrascos e festas, que ocorriam em média duas vezes por semana.

O depoimento de Francenildo começou após mais de duas horas de discussões entre os parlamentares, provocadas pelo anúncio do senador Tião Viana (PT-AC) de que entrou no STF com pedido de liminar para suspender o depoimento do caseiro. Entretanto, o presidente da CPI, senador Efraim Morais (PFL-PA) decidiu que manteria o depoimento. Uma hora depois do início a liminar favorável do STF chegou a CPI interrompendo por hoje o depoimento.

Antes do início do depoimento oficial, Francenildo já havia dito que confirmava as declarações que havia visto Palocci "umas 10 ou 20 vezes" na casa. O depoente também negou que tenha recebido dinheiro para fazer essas acusações, como alegam integrantes da ala governista.


 

Redação Terra