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Crise no Governo
Quinta, 2 de março de 2006, 03h36  Atualizada às 04h28
Telefonemas ligam Okamotto a suspeitos de mensalão
 
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Técnicos das CPIs dos Correios e dos Bingos identificaram, por meio da quebra do sigilo telefônicos de acusados do "mensalão" como o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares, o publicitário Duda Mendonça e o ex-ministro e deputado José Dirceu, 161 chamadas entre eles e o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, a maior parte dos telefonemas de Okamotto identificados foi trocada com o ex-tesoureiro do PT e uma das empresas de Duda, marqueteiro da campanha de Lula nas eleições de 2002. As ligações se concentram naquele ano, mas também há contatos feitos durante o governo Lula.

Okamotto, que trabalhou como arrecadador do PT na campanha vitoriosa de 2002, é investigado pelas CPIs por ter quitado uma dívida de Lula com o PT no valor de R$ 29,4 mil. Embora ele sustente que pagou a conta com recursos próprios, a título de "favor pessoal" para Lula, parlamentares da comissão suspeitam que o dinheiro tenha sido proveniente do esquema de caixa dois operado por Delúbio em parceria com o publicitário Marcos Valério.

O presidente do Sebrae, cuja quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico foi vetada pelo supremo Tribunal Federal (STF), também é alvo de investigação por conta de denúncia do economista Paulo de Tarso Venceslau, ex-secretário de Fazenda de São José dos Campos na gestão da petista Ângela Guadagnin. Segundo Venceslau, Okamotto arrecadou recursos de caixa dois de empresas que mantinham contratos com prefeituras petistas.

Como as CPIs estão impedidas de "devassar" os dados de Paulo Okamotto, a análise da quebra dos sigilos de outros investigados foi a forma encontrada pela comissão para buscar conexões entre o presidente do Sebrae e o suposto esquema do "mensalão".

O Estadão não conseguiu ouvir Okamotto após tentar contatá-lo em casa e na sede do Sebrae, que estava fechada por conta do Carnaval. O celular registrado no nome dele que aparece nos registros da CPI estava desligado.
 

Redação Terra