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Crise no Governo
Quinta, 22 de dezembro de 2005, 12h02  Atualizada às 18h00
Rebelo diz que não acredita em mensalão
 
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
 
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Apesar do parecer apresentado ontem pela CPI dos Correios, o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, disse hoje não acreditar na existência do mensalão. Segundo ele, nada foi provado pela CPI.

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Rebelo não acredita que os parlamentes tenham recebido dinheiro para votar leis. "A tese não se sustenta", afirmou durante a entrevista coletiva concedida hoje sobre os trabalhos legislativos em 2005. Ontem, o relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR) concluiu que há evidências de pagamento de dinheiro a parlamentares da base aliada a fim de garantir apoio no Congresso.

Rebelo acredita que há apenas indícios de troca de dinheiro entre partidos para saldar compromissos de campanha.

Sobre a convocação extraordinária do Congresso, que custará cerca de R$ 100 milhões aos cofres públicos, o presidente da Câmara garantiu que o período servirá para tratar de matérias importantes como a diminuição do recesso, o fim do pagamento dobrado e a reforma política. Ele tem segurança que essas matérias serão apresentadas no plenário.

Rebelo disse discordar sobre as férias do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, mas lembrou que não há como puni-los. "É preciso esperar o período de conclusão da convocação para julgar os trabalhos do Conselho de Ética", defendeu.

No começo da coletiva, ao fazer a avaliação de 2005, Rebelo disse que o ano valeu a pena e citou a aprovação da Lei de Biossegurança, dos Consórcios e a MP do Bem. Ele ainda disse que as investigações da CPI dos Correios e da Compra de votos não atrapalharam os trabalhos dos parlamentares.

"Não adianta aprovar centenas de leis inócuas. O importante não é o número de leis, mas a qualidade das leis aprovadas. A Câmara não é uma linha de montagem de legislação", sustentou.

Embate entre Lula e FHC
O presidente da Câmara declarou ainda que gostaria de ver em 2006 uma disputa a presidente da República entre o atual ocupante do cargo, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "São os dois principais líderes do governo e da oposição. Um tem balanço de governo de quatro anos; o outro, de oito", definiu.

Rebelo observou que, independentemente da vontade dos protagonistas, a disputa eleitoral já está em curso. "As idéias de cada um dos dois estadistas (Lula e Fernando Henrique) fariam um bom paralelo para a disputa democrática."

Ele comentou ainda outros dois possíveis adversários vindos do PSDB: o governador de São Paulo Geraldo Alckmin e o prefeito de São Paulo José Serra.

Sobre Serra, que lidera as pesquisas de opinião, Rebelo disse não acreditar ser esse o melhor candidato. O presidente da Câmara também afirmou que o governador não parecer ser representativo o suficiente para o cargo.

Homem "da bengalada" Ao responder a pergunta sobre o sentimento da sociedade em relação ao Congresso Nacional, Aldo Rebelo condenou a atitude do escritor de histórias infantis Yves Hublet, que agrediu com uma bengala o ex-deputado José Dirceu. "O cidadão cometeu um ato de violência, comportou-se como um criminoso, uma pessoa indigna de conviver na democracia", classificou.

O presidente da Câmara recomendou à Procuradoria da Casa tomar todas as providências contra o agressor e determinou à segurança que reforçasse a vigilância, pois soube que Hublet voltou a freqüentar a Câmara.
 

Redação Terra