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Crise no Governo
Quarta, 21 de dezembro de 2005, 17h01  Atualizada às 04h06
Relatório de CPI termina sem citar governo FHC
 
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
 
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A leitura do relatório da CPI dos Correios, realizada na tarde desta quarta-feira pelo deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), terminou sem que fosse apresentada qualquer menção ao PSDB e ao governo Fernando Henrique Cardoso. A CPI não incluiu o caso do senador e ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo, que admitiu publicamente o recebimento de caixa dois na campanha de 1998.

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A única citação feita pela CPI ao governo FHC foi um empréstimo "assemelhado" aos feitos entre o PT e Marcos Valério que ocorreu em Minas Gerais, em 1998.

O deputado Maurício Rands (PT-PE) criticou o fato de a CPI não ter aprofundado as investigações em governos anteriores ao PT. Para ele, houve sim o esquema de mensalão como afirmou a CPI e todos os envolvidos devem ser punidos.

O líder do PTB na Câmara, José Múcio Monteiro (PE) afirmou que o relatório da CPI foi precipitado. Para ele, o recebimento de dinheiro perto das datas de mudanças partidárias é uma coincidência. "A troca de partido é feita por questões locais", justificou. O deputado citou inclusive uma frase de Sartre para expressar a troca partidária: "a vida é um assunto local".

A apresentação do relatório acabou com uma presença recorde de 13 senadores e 21 deputados. O trabalho do relator Osmar Serraglio foi muito elogiado pelos colegas e o deputado chegou a ficar emocionado com o reconhecimento dos parlamentares.
 

Redação Terra