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Crise no Governo
Quinta, 15 de dezembro de 2005, 05h38  Atualizada às 07h37
Convocação extraordinária deve custar R$ 100 mi
 
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Após uma semana de intensa pressão de líderes partidários e do comando das CPIs, os presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciaram ontem que haverá convocação extraordinária do Congresso em janeiro e início de fevereiro. O custo com as sessões extras deve ser de pelo menos R$ 50 milhões na Câmara e aproximadamente R$ 45 milhões no Senado.

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Cada parlamentar receberá R$ 25.694,40 a mais pela convocação, o equivalente a dois salários. Os custos são elevados porque não incluem apenas os dois subsídios extras pagos aos 594 parlamentares, que receberão mais de R$ 15,2 milhões, mas também por conta do efeito-cascata nos salários dos servidores com funções comissionadas nas duas Casas. Também haverá gastos adicionais com papel, energia elétrica, passagens aéreas e telefone, entre outros insumos.

Detalhes da convocação, como o período exato e as matérias que serão incluídas, serão acertados hoje por Aldo e Calheiros. O mais provável é que os trabalhos se realizem de 16 de janeiro a 14 de fevereiro, em 30 dias corridos de convocação.

Tanto Rebelo como Calheiros concordam que a pauta será "enxuta", já prevendo as dificuldades de obtenção de quórum. Mas lembram que será cortado o ponto dos faltosos.

A discussão sobre convocar ou não o Congresso provocou uma crise entre as duas Casas. Aldo era contra, preocupado com o possível vexame de uma convocação dispendiosa e de baixa produção. Preferia uma fórmula pela qual as investigações das CPIs e do Conselho de Ética pudessem continuar, mesmo durante o recesso. Também atendia demanda do governo, que queria esfriar a crise. Renan insistiu na segunda-feira, no entanto, dizendo que a crise não poderia "tirar férias".
 

Redação Terra