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Crise no Governo
Quinta, 24 de novembro de 2005, 08h18  Atualizada às 10h47
Lula compara trabalho de Palocci a Ronaldinho
 
Agência Brasil
Lula falou a repórteres e apresentadores de rádios
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou hoje que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, continua no governo e fez uma comparação com o jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. "Por que mexeria no Palocci? Seria a mesma coisa que tirar o Ronaldinho do Barcelona. Às vezes, o Ronaldinho erra um lance, mas deixa o Ronaldinho jogar", respondeu ao ser questionado por repórter durante entrevista coletiva a emissoras de rádio.

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"O Palocci é uma pessoa com uma competência acima da média", elogiou Lula e disse que o ministro transmite tranqüilidade à economia brasileira. "O Palocci foi convidado por mim e continuará, não tem especulação", assegurou.

Ao ser interpelado por repórter que Palocci estaria recebendo "cassetadas" da ministra Dilma Roussef, ele respondeu: "Não é que a Dilma dê cassetada, mas não podemos cercear as pessoas". Sobre as desavenças entre os dois ministros referentes à política de ajuste fiscal, Lula afirmou que as divergências são saudáveis, mas que deveriam ocorrer internamente. "Gostaria que os ministros debatessem entre eles e que só fosse para a imprensa o resultado final, que é isso que interessa o povo brasileiro", explicou.

Além da garantia de manutenção de Palocci no governo, o presidente elogiou repetidamente a situação econômica, que seria a mais estável em 20 anos. "A verdade é que há 20 anos não tínhamos essa tranqüilidade", disse.

"Estamos crescendo o mercado interno e estamos com inflação baixa. Esse é um fenômeno que não ocorria há muito tempo", garantiu. O presidente lembrou que o estado econômico que o País se encontrava quando assumiu era desfavorável e criticou indiretamente a gestão de FHC. "Quando tomei posse havia uma crença que não era possível dar conta do recado tal era a situação do Brasil. E começamos 2003 fazendo um grande sacrifício. Não foi fácil. Pois cortamos na carne. Fizemos um contingenciamento de quase R$ 14 bilhões, pois o orçamento tinha sido feito de forma irreal", disse.

Reeleição
Sobre a possibilidade de canditatar-se à reeleição, Lula afirmou que no momento certo responderá se vai concorrer ou não à reeleição. "No momento certo vou dizer se sou ou não sou, mas tenho que esperar meu momento para dizer".

Lula lembrou que ainda falta mais de um ano para completar seu mandato. "Não tenho que decidir agora se sou candidato ou não. Quem tem que decidir são meus adversários que estão ai dando trombada, xingando e ficando nervosos", criticou.

O presidente criticou a imprensa ao afirmar que predomina uma tendência de "vender coisas negativas". Ao ser questionado pelo pesquisa divulgada no dia 22 pela CNT, que aponta queda em sua popularidade, Lula respondeu com outra pergunta: "que presidente resistiria ao bombardeio que estou sofrendo desde junho?".

Gil Gomes e pesadelos
Ao ser perguntado pelo repórter policial Gil Gomes, da Rádio Tupi (RJ), se tem pesadelos com o empresário Marcos Valério ou o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Delúbio Soares, o presidente responde sucintamente. "Eu não tenho pesadelo. Eu tenho muitas mais razões para sonhar coisas boas do que para ter pesadelos", disse.

Logo no início da entrevista, o presidente afirmou que agradece a Deus todos os dias. "Tenho consciência que Deus foi muito generoso comigo. Por eu estar aqui. Sair de Garanhuns e ser presidente da República. Eu agradeço cada coisa que acontece no meu dia", afirmou.

Lula concedeu entrevista a quatro emissoras de rádio do Rio e de São Paulo diretamente do Palácio do Planalto. Esta é a segunda entrevista que o presidente concede a comunicadores de rádio. A primeira ocorreu na última sexta-feira.
 

Redação Terra