|
|
 |
Busca |
|
Busque outras notícias no Terra:
|
 |
|
A renúncia ao mandato de deputado federal garantiu a Severino Cavalcanti a possibilidade de tentar o retorno à Câmara em 2006, mas também retirou dele o privilégio de responder às denúncias de propina perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, como qualquer cidadão comum, Severino terá de se defender das acusações na Justiça Federal e, provavelmente, será indiciado por corrupção passiva ou concussão - prática de extorsão por funcionário público.
» Tudo sobre a crise no governo
» Fórum: opine sobre a crise no governo
Ontem, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu ao Supremo a abertura de inquérito sobre o "mensalinho" e solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-deputado e do empresário Sebastião Buani, que garante ter pago "mesada" para Severino garantir sua permanência no restaurante "Fiorella", da Câmara. Para comprovar as acusações, ele apresentou evidências fortes como um contrato de gaveta prorrogando a concessão, supostamente assinado por Cavalcanti, e um cheque seu de R$ 7,5 mil, comprovadamente sacado por uma secretária do ex-presidente da Casa.
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, a defesa do ex-parlamentar ainda tentará manter o processo no Supremo, alegando que o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) foi citado nas apurações e ainda tem direito a foro privilegiado. Patriota é acusado por Buani de participar do suposto acordo com Cavalcanti para renovar a concessão.
Será difícil a defesa de Severino, consideradas as provas existentes contra ele. Horas antes de renunciar, ontem, se divulgou relatório do Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em poder da Procuradoria-Geral da República, comprovando que o ex-deputado recebeu, de fato, os R$ 7,5 mil do cheque apresentado por Buani.
O documento demonstra que Gabriela Kênia Martins, secretária de Cavalcanti, descontou o cheque em agência do Bradesco na capital federal no dia 30 de julho de 2002 e, em seguida, realizou transferência online de R$ 6.810 para a conta do chefe.
|