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Depois de discursar em sua defesa e atacar o governo Lula, o agora ex-deputado Roberto Jefferson acompanhou longe do plenário o término a sessão que determinou, ontem, sua cassação por 313 votos contra 156 na Câmara. Mais tarde, em seu apartamento, Jefferson "comemorou" entre aliados políticos com champanhe, apesar de perder o mandato (e os direitos políticos durante os próximos oito anos).
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Réu por ter confessado o recebimento de R$ 4 milhões de caixa dois do PT e pela denúncia de "mensalão" sem apresentar provas, o petebista preferiu não dar entrevista coletiva ontem. Porém, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, citando assessores de Jefferson, ele teria dito, logo após saber da decisão, que "esta é a última semana de inverno. A primavera está chegando".
Um dia antes de ser cassado, o ex-parlamentar tinha afirmado que, se perdesse o mandato, passaria a se dedicar ao canto lírico, que estuda e já pratica. Desde o início da crise política, aprofundada por ele mesmo há quatro meses, quando levantou a tese do "mensalão", Roberto Jefferson se destacou pelas acusações a membros de vários partidos e por declarações polêmicas e contraditórias.
Foi assim na véspera de sua "degola". Entrevistado no Congresso, disse que falaria "bem" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu "nucleo duro" - a quem, de fato, vinha poupando dos ataques. Porém, no discurso de defesa em plenário, ontem, antes da votação, soltou o verbo e chamou Lula de "preguiçoso", além de declarar que o chefe de Estado, cujo partido se viu fortemente abalado pelo petebista (ministros caíram, toda a cúpula foi alterada) "não gosta de governar".
Quando deixou o plenário, aplaudido por simpatizantes que empunhavam cartazes dizendo "Eu acredito em Roberto Jefferson", ele garantiu que saía de "cabeça erguida" e não mudaria "nenhuma vírgula" das acusações. Os advogados do petebista garantem que vão recorrer da cassação no Supremo Tribunal Federal (STF).
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