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O escritor Luiz Fernando Verissimo anunciou nesta quinta-feira a morte de uma de suas mais lembradas personagens, a "Velhinha de Taubaté", aos 90 anos, por desgosto com a onda de corrupção que tem sido revelada pela imprensa e investigações. Consagrada durante o governo do ex-presidente e general João Baptista Figueiredo (1979-1985), ela se tornou uma espécie de celebridade por ser a última pessoa que acreditava no governo.
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A "morte" da personagem e a metáfora que ela desempenhava causou reação imediata de políticos como o senador Cristovam Buarque (PT-DF), que, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, lamentou o passamento ao dizer "Agora, nem ela. Era a última a acreditar", se referindo ao governo de Luiz Inácio da Silva e ao próprio Congresso, abalados em cheio por denúncias de "mensalão" e caixa dois eleitoral. Buarque chegou a anunciar sua saída do PT - o que pode se concretizar nos próximos dias.
Já o líder do PSDB no Senado e um dos mais ferrenos opositores ao governo petista, Arthur Virgílio Neto (AM), declarou que a Velhinha é "imortal". "'Prefiro a velhinha chocada e chorosa a um governo morto. É preciso ter alguém que acredite nas coisas, o último sopro da esperança. Por isso, ela é imortal", declarou.
O também oposicionista e senador Heráclito Fortes (PFLPI) foi mais cáustico: "Para mim, ela não resistiu a tanta decepção. Acreditou no PT por mais de 25 anos e torceu pelo presidente Lula", disse.
Minuto de silêncio
O município paulista de Taubaté, terra natal também do escritor Monteiro Lobato, deve realizar na próxima terça-feira um minuto de silêncio em homenagem à falecida. A idéia partiu do vereador Rodson Lima (PP), que pretende também promover um enterro simbólico no plenário.
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