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Crise no Governo
Quinta, 25 de agosto de 2005, 07h15  Atualizada às 09h07
Buratti deve renovar acusações a Palocci em CPI
 
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O advogado Rogério Buratti, ex-assessor do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e responsável por acusá-lo de ter recebido propina de R$ 50 mil mensais da Leão & Leão quando era prefeito de Ribeirão Preto (SP), depõe nesta quinta-feira na CPI dos Bingos. O Terra transmite o depoimento hoje, a partir das 11h30. Buratti fez as acusações na última sexta-feira, perante promotores do Ministério Público de Ribeirão e da Polícia Civil, sem no entanto apresentar provas.

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A intenção de incriminar Palocci foi suficiente para abalar o mercado financeiro na ocasião e motivou uma entrevista coletiva do ministro no domingo passado, para negar "com veemência" seu envolvimento em irregularidades.

Entrevistado pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta quarta-feira, Buratti admitiu que todas as acusações se baseiam em relatos que ouviu e, mais uma vez, não terá como comprová-las. O ex-assessor chegou a conseguir o adiamento de sua fala à CPI, inicialmente marcada para quarta, alegando estresse emocional e uso de tranqülizantes. Suspeito de envolvimento em irregularidades nas licitações em Ribeirão Preto e na compra de equipamentos de loteria pela Caixa Econômica Federal (CEF), Buratti chegou a ser preso antes do último depoimento, por suspeita de tentativa de destruir provas. Acabou liberado por ter se disposto a colaborar com as investigações, dentro dos benefícios previstos pela "delação premiada".

De acordo com o Estadão, Rogério Buratti está disposto a reforçar na CPI dos Bingos as acusações contra a última gestão de Palocci em Ribeirão (2001-2002) e confirmar que viabilizou audiência entre executivos do grupo português Somague e o ministro da Fazenda - fato negado pela assessoria do Ministério.

Acusado pelo diretor de marketing da multinacional Gtech, Marcelo Rovai, de ter pedido propina à empresa, a fim de facilitar a renovação de contrato de fornecimento de máquinas para a CEF, Buratti pretende desmentir a versão. Segundo o ex-assessor, foi Rovai quem o procurou para atuar como lobista no Ministério da Fazenda e negociar benefícios no contrato de R$ 650 milhões, renovado no fim das contas sem as vatangens pretendidas pela multinacional.

Rogério Buratti disse ainda que foi procurado por Rovai após o acerto, supostamente para tentar mais benefícios. O contrato foi o estopim do escândalo envolvendo o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz

Dentre outras denúncias, Buratti também será desafiado a comprovar a afirmação de que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 recebeu cerca de R$ 2 milhões de operadoras de bingo do Rio de Janeiro e São Paulo.
 

Redação Terra