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Crise no Governo
Quarta, 17 de agosto de 2005, 12h52  Atualizada às 23h42
Lula critica FHC ao dizer que não tem para onde ir
 
Agência Brasil
Dona Marisa acompanha Lula
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez hoje pronunciamento com tom de comício e lembrou a série de realizações de seu governo durante cerimônia de inauguração da eletrificação do Assentamento Amaralina, na Bahia. Lula falou sobre a crise política e criticou presidentes anteriores, em uma referência indireta a Fernando Henrique Cardoso. "Tem presidente que vai morar em Paris, Nova York, Alemanha, Londres. Eu não tenho para onde ir, a não ser ao encontro desse povo extraordinário", comentou após dizer que garantirá a punição dos responsáveis.

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Sobre as críticas quanto ao grande número de viagens realizadas pelo Brasil após o escândalo envolvendo o PT, Lula lembrou que realizou ontem uma reunião que terminou após a meia-noite e hoje tem mais compromissos, mas isso não fará com que ele deixe de "andar no meio do povo". "Eu trago, nas minhas convicções, a minha origem. Sei muito bem de onde vim e para onde vou", disse o presidente.

Ao falar sobre as denúncias de irregularidades envolvendo o PT e o governo, ele garantiu a punição dos responsáveis, mas lembrou que precisa esperar que os acusados sejam julgados. "Tantos quantos cometeram erros serão punidos, da forma mais rigorosa. Mas não podem ser punidos pelo presidente da República. O máximo que o presidente da República pode fazer é afastar, depois tem que passar pelos padrões da Justiça brasileira", disse. Lula afirmou que "não são poucos" os que querem jogar contra ele algum erro ou processo de corrupção.

"Mais aberto que coração de mãe"
O presidente garantiu que está tranqüilo e colaborando com as investigações. "Eu sou um homem tranqüilo, porque tenho minha consciência limpa. Eu estou mais aberto que coração de mãe. Não tem nada mais maleável e sensível que coração de mãe", falou o presidente se dirigindo aos moradores do assentamento sem-terra de Amaralina. O presidente chegou a dizer que "sabe dos objetivos" da crise política que enfrenta, mas que não pode perder a paciência.

O presidente Lula chegou a comparar a política com a espera pelo nascimento de um filho lembrando a primeira vez que sua mulher, Marisa, ficou grávida, e ele ficou angustiado por ter que esperar 9 meses. "A política é assim, temos que esperar para permitir que esse povo pobre possa viver com dignidade", disse.

Lula foi ao assentamento de Amaralina junto com o ministros do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, Educação, Fernando Hadad, Minas e Energia, Silas Rondeau, e Transportes, Alfredo Nascimento. O evento ocorreu em comemoração ao atendimento de 1 milhão e 300 mil pessoas pelo "Programa Luz para Todos".
 

Redação Terra