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Crise no Governo
Terça, 16 de agosto de 2005, 11h07  Atualizada às 22h14
Caras-pintadas defendem Lula em Brasília
 
Lindomar Cruz/Agência Brasil
Brasileiros de todo o País participam do protesto em Brasília
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Cerca de 10 mil de estudantes, sindicalistas e trabalhadores rurais, segundo a Polícia Militar, fizeram na terça-feira, em Brasília, uma manifestação de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para os organizadores, eram 20 mil. Foi o primeiro protesto desde a revelação do escândalo do mensalão, em junho. Outra manifestação, dessa vez contrária ao presidente, acontece nesta quarta-feira.

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Na manifestação, muitos com a cara pintada de verde-e-amarelo, pediram a permanência de Lula no cargo e um relaxamento da política econômica para combater a pobreza.

"Não queremos que Lula caia. Se ele cair, será um retrocesso para todos os movimentos sociais do Brasil", disse Gustavo Petta, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). "Estamos aqui para criticar a política econômica do governo", afirmou.

O Brasil vive a pior crise política desde o impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992, marcado por manifestações de cara-pintadas.

Até agora Lula não foi diretamente envolvido no escândalo, que afeta principalmente o PT, e a oposição recuou na pressão por um possível impeachment.

"Não acreditamos que Lula esteja envolvido. Ele é o símbolo do trabalhador brasileiro, da honestidade", disse João Felício, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Os movimentos de esquerda estão divididos entre apoiar Lula e pedir sua saída. Na quarta-feira, partidos de extrema esquerda, que já estavam contra o presidente mesmo antes do escândalo, devem realizar manifestação para pedir o impeachment de Lula, enquanto se preparam para lançar um candidato próprio nas eleições de 2006.

A popularidade de Lula vem caindo, o que pode atrapalhar seus planos de reeleição. Na semana passada, pesquisa Datafolha mostrou pela primeira vez que o presidente perderia um eventual segundo turno contra o tucano José Serra, atual prefeito de São Paulo.


 

Redação Terra