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A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, criticou hoje a declaração feita pelo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, de que estaria pronto para assumir a presidência da República em caso de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu vice, José Alencar. Ela disse que Severino "tem um grau de irracionalidade muito grande".
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"Para ficar discutindo esse assunto (impeachment), tem que ter um fato que determine isso. Eu não acredito que há alguém na nação que acredite que qualquer um desses malfeitos atinja o presidente. Não há qualquer base política, jurídica ou ética que justifique um processo contra o presidente neste momento", afirmou a ministra durante entrevista coletiva após participar do prêmio Abradee.
Sobre os comentários feitos por Severino, de que haveria indícios de culpa do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, nos escândalos que estão sendo apurados, Dilma comentou: "Não concordo nem discordo".
"O Executivo não é a instância punidora ou acusadora de quem quer que seja. O culpado deve ser punido após ser apurado o que de fato aconteceu. Seja o ex-ministro ou seja qualquer brasileiro, tem que ter direito público à defesa e não pode ser julgado com leviandade antes disso", declarou.
Hoje, Severino deu entrevistas dizendo confiar na inocência do presidente Lula. Contudo, o presidente da Câmara afirmou estar preparado para assumir a Presidência: "Estou preparado para tudo. Quando assumi a presidência da Câmara, a imprensa não acreditava em mim e mostrei que estou desempenhando bem a minha função. Se ele participou, temos que puni-lo também com impeachment".
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