| Valter Campanato/Agência Brasil |
 Azeredo disse que não deu aval a qualquer empréstimo de agência |
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O presidente do PSDB e senador Eduardo Azeredo admitiu hoje, diante da CPI dos Correios, que não declarou parte do dinheiro usado em sua campanha ao governo de Minas Gerais nas eleições de 1998. Azeredo reconheceu que há sete anos fez uso de caixa dois, incorrendo no mesmo crime eleitoral do qual o PT é atualmente acusado.
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Azeredo disse que o dinheiro usado irregularmente também chegou ao PSDB através de uma das empresas de Marcos Valério Fernandes, o publicitário que está no centro dos escândalos envolvendo o PT.
O senador, no entanto, afirmou que não teve nenhuma responsabilidade no financiamento de sua campanha ao governo de Minas. Azeredo jogou toda a culpa em Cláudio Mourão Silveira, coordenador administrativo-financeiro do PSDB no estado, onde também estão baseadas as empresas de Fernandes.
O presidente do PSDB entregou à comissão parlamentar uma carta de Mourão Silveira, na qual este admite ter sido o único responsável pelas finanças durante a campanha eleitoral. "Conforme deixa clara a correspondência, a responsabilidade por esses aportes foi da coordenação da campanha", declarou Azeredo, ao afirmar que tem "a consciência tranqüila".
"O presidente Lula também tem deixado entender que não sabia de todos os fatos que o cercam e que se relacionam com as denúncias" contra o PT, declarou Azeredo, tentando se defender.
Segundo as investigações, o PT e ao menos outros três partidos receberam dinheiro irregularmente das empresas de Fernandes, que por sua vez tinha grandes contratos com várias empresas estatais.
Ontem, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, renunciou ao mandato de deputado, após reconhecer que recebeu do PT dinheiro nunca declarado às autoridades eleitorais. As primeiras denúncias foram feitas há dois meses pelo deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), então aliado de Lula.
Por ter acusado o PT de subornar parlamentares sem apresentar provas, Jefferson é submetido a um processo de destituição na Câmara dos Deputados. O pedido de cassação foi feito exatamente pelo partido de Costa Neto, a quem também pertence o vice-presidente do país, José Alencar
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