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Crise no Governo
Segunda, 1 de agosto de 2005, 16h00  Atualizada às 19h03
Costa Neto admite ter recebido dinheiro e renuncia
 
Agência Câmara/Divulgação
Valdemar Costa Neto renunciou durante discurso no plenário da Câmara
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O presidente do PL, deputado Valdemar Costa Neto (SP), renunciou ao cargo parlamentar, durante um pronunciamento na tarde desta segunda-feira, na tribuna da Câmara. Ao renunciar, Costa Neto evita uma possível cassação do mandato e a conseqüente perda de seus direitos políticos, podendo, também, se candidatar às eleições de 2006.

» Assista: Deputado Valdemar da Costa Neto renuncia
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Costa Neto, que continua como presidente do PL, admitiu ter recebido dinheiro do PT e garantiu que os recursos não serviram para pagar mesada a deputados de seu partido, mas sim para financiamento de campanha. O deputado disse que foi "induzido ao erro" pelo PT, e afirmou que não tinha motivos para suspeitar da origem dos recursos repassados pelo partido. Ele admitiu que também errou por não exigir a documentação legal para comprovar a origem dos recursos.

"Tínhamos e temos a clara certeza de que enquanto não fosse recebido o instrumento de legalização daquele dinheiro doado, os recursos não poderiam dar entrada no caixa do PL. Aguardamos por esse tempo, pela documentação, mas as circunstâncias, como sabemos, reivindicam o fim de qualquer espera", disse.

Valdemar inocentou a bancada do PL e disse que nenhum parlamentar tinha conhecimento da operação. "Nenhum membro do PL pode ser responsabilizado sobre o que foi praticado por mim. É minha única responsabilidade", disse. Ele também disse estar à disposição das Comissões Parlamentares de Inquérito para tratar do assunto.

No discurso, Costa Neto afirmou que "deve uma satisfação aos 158 mil cidadãos de São Paulo" (sua cidade natal), que, segundo ele, não terão motivos para deixar de acreditar na dignidade e honra de seu nome.

Costa Neto afirmou que a natureza da crise política enfrentada pelo país não tem precedentes na história brasileira. "Ela já produziu o aparecimento de uma inversão de valores. Há a ascensão de um critério moral que descarta a necessidade de provas e coerência", ressaltou.

Assessoria do PT afirmou que não tem previsão para se pronunciar em nota a respeito da declaração de Valdemar Costa Neto e que dirigentes do partido podem dar uma entrevista ainda hoje sobre as declarações.

Costa Neto afirmou que a CPI dos Correios, criada para investigar denúncias de corrupção na estatal afastou-se de "seu objetivo original, que é investigar as denúncias de corrupção praticadas pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ)".

O presidente do PL foi envolvido nas denúncias do "mensalão" pelo deputado Roberto Jefferson, que, em seu depoimento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, acusou Costa Neto de receber receber a mesada PT em troca de apoio político.

A acusação foi feita quando Costa Neto pediu para o petebista citar o nome dos deputados do PL que receberiam a mesada. Jefferson, alterado, disse que não iria falar. No entanto, o presidente do PL voltou a fazer o questionamento e ouviu: "eu afirmo que o senhor recebe o repasse". Nesta hora, o microfone de Costa Neto foi cortado.

O presidente do PL disse que só vai se contentar quando Jefferson se sentar "na banca dos acusados para responder por seus crimes". Ele prometeu entrar no Conselho de Ética da Câmara "com novas denúncias contra o deputado" Roberto Jefferson. De acordo com o Conselho de Ética da Câmara, o processo aberto pelo PL contra Roberto Jefferson continuará ativo.

A publicitária Maria Christina Mendes Caldeira, ex-mulher de Costa Neto, confirmou, em depoimento ao Conselho de Ética, que presenciou atividades ilícitas do deputado durante o tempo em que estiveram casados.
 

Redação Terra