Crise aérea

Crise aérea

Sexta, 18 de julho de 2008, 20h19 Atualizada às 00h39

Defesa de controladores condenados entrará com recurso

A defesa dos oito controladores de vôo do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) 4, em Manaus (AM), condenados quinta-feira pela Justiça Militar, afirmou que recorrerá da decisão. Os militares pegaram penas de 2 meses a 2 anos de prisão por liderarem uma manifestação que afetou todo o tráfego aéreo nacional no dia 30 de março de 2007.

» 8 controladores de vôo são condenados
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"Assim que a sentença for publicada, vou ingressar com a apelação", anunciou o defensor público da União e advogado de defesa dos controladores, João Thomas. A publicação deve ocorrer até o próximo dia 25.

Segundo a rádio CBN, a Procuradoria da Justiça Militar também afirmou que recorrerá da decisão pedindo o aumento da pena aos controladores.

Os oito sargentos especialistas em controle de tráfego aéreo foram condenados porque teriam se "valido dos órgãos de informação jornalística para fazer críticas levianas e infundadas, de forma sensacionalista, às normas do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) com o objetivo de incutir desconfiança na população e obter descrédito da Força Aérea", como consta o documento assinado pela Procuradora do Ministério Público Militar, Nazaré Moraes, que atuou na acusação.

Foram condenados os sargentos Wilson de Alencar Aragão, Walber Souza Oliveira, Daniel Tavares de Lima, Lizandro Henrique de Souza Koyama, Michael Rosenfeld de Paula Rodrigues, Alex Gonçalves de Sá, Rivelino Barbosa de Paiva e Wendelson Pereira Pessoa.

A prisão e o conseqüente processo dos controladores decorreram do que foi considerado um motim por parte do Comando da Aeronáutica, ocorrido em março de 2007. No dia 30 daquele mês, os militares do Cindacta 4 suspenderam as atividades como manifestação contra as condições de trabalho nas salas de controle de tráfego aéreo.

Naquela data, a Justiça Militar decretou a prisão preventiva dos militares que teriam liderado a paralisação. O apagão do controle aéreo no Cindacta 4 (Manaus) causou atrasos e cancelamentos de vôos domésticos e internacionais que passariam pela região Amazônica, bem como acarretou problemas nos principais aeroportos do País.

Com informações da Agência Brasil

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