Crise aérea

Crise aérea

Terça, 17 de junho de 2008, 18h55 Atualizada às 20h03

Saito: falta de fluência em inglês não traz risco a vôos

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, afirmou que a falta de fluência em inglês (língua padrão para a comunicação entre aeronaves) dos controladores aéreos não compromete a segurança dos passageiros ou, pelo menos, não acarreta "um risco grave" a eles. Dos 1,5 mil controladores em atividade no controle do tráfego aéreo internacional no Brasil, informa a Organização Internacional de Aviação Civil (Oaci), apenas 350 apresentam o nível de inglês mínimo exigido.

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Saito reconheceu que a situação brasileira "não é a ideal" e disse que os controladores de vôo devem ser fluentes em inglês apenas em 2011. "Dos 190 países, 138 ainda não conseguiram atingir o nível 4 (o nível 6 é o maior em uma escala de proficiência em inglês para aviação)", disse. "Nós estamos nos esforçando para atingir o nível 4 em 2011. Isso não representa nenhum risco grave para os passageiros", comentou.

De acordo com o comandante, os profissionais brasileiros conhecem as terminologias específicas do setor de aviação e têm condições de se comunicar com pilotos. "Existe uma frasologia padrão, inclusive até para emergência. Não há problemas (em não ser fluente)".

"Isso não representa nenhum risco para o tráfego aéreo. Isso não cria nenhum problema de segurança de vôo. A frasologia é padrão. O tráfego aéreo não pode ficar em conversações", explicou Saito.

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