Atualizada às 13h02
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Os fiscais encontraram na malha aérea das empresas vôos programados para ficar menos de 30 minutos no solo, tempo que, em alguns aeroportos, é insuficiente para as operações de desembarque, novo embarque e decolagem, segundo a Anac. A queda nos atrasos após a Operação Hora Certa, prosseguindo durante e depois do Carnaval, indica que as próprias companhias aéreas, sob maior fiscalização da Anac, agiram para minimizar os problemas registrados. De acordo com dados da Infraero, em fevereiro, em média, 7,1% dos vôos atrasaram mais de uma hora, em contraste com 10% em janeiro e 12,5% de 21 a 31 de dezembro (período de Natal e Ano Novo
Realizada entre os dias 21 e 29 de janeiro de 2008, a Operação Hora Certa foi um resultou em cerca de 380 relatórios e mais de uma centena de irregularidades encontradas em 234 inspeções de rampa, 144 fiscalizações de aeronaves em solo e outras 46 em vôo, segundo a Anac. O objetivo era detectar causas de atrasos nos vôos das quatro maiores companhias brasileiras: TAM, Gol, OceanAir e Varig.As irregularidades encontradas foram de vários tipos, desde extintores de incêndio com validade vencida e falta de tripulação até uma aeronave da BRA (em operação para a OceanAir) com vários itens necessitando reparos. Foram detectados também alguns problemas nos aeroportos administrados pela Infraero e uma interferência de rádio pirata nas comunicações entre uma aeronave em vôo e o comando de tráfego aéreo da Aeronáutica.
O balanço final de autos de infração gerados pela Operação Hora Certa ainda depende da conclusão da análise de todos os relatórios dos fiscais. Cada irregularidade que estiver devidamente identificada nos relatórios deverá gerar uma notificação para a empresa, que terá 20 dias para responder. Caso a resposta seja considerada improcedente, será lavrado auto. O balanço do total de autos de infração deverá ser divulgado em 90 dias.
Redação Terra
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