Crise aérea

Crise aérea

Terça, 19 de fevereiro de 2008, 19h54

Galeão: obras na pista serão feitas em etapas

Representantes do setor áereo e a Infraero decidiram, em reuinião nesta terça-feira, que a terceira e última fase das obras na pista principal do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão) será feita em etapas para não prejudicar o movimento operacional das aeronaves.

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As juntas de dilatação da pista principal (parte central) serão trocadas em um trecho que corresponde a 1,5 mil m de extensão. Entretanto, ficará operacional cerca de 1,8 mil m da pista, o que permite decolagens de aeronaves de médio porte, que representam 85% do tráfego aéreo do aeroporto. Segundo a Infraero, todos os esforços estão sendo feitos para minimizar as restrições operacionais, propiciando menores transtornos aos passageiros. As obras devem durar até o dia 3 de junho.

"São obras que muitas vezes o passageiro nem percebe, mas fundamentais para que o Galeão volte a ser um grande aeroporto", garante o presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi.

O presidente da estatal lembra ainda que em dois anos o Galeão será um "novo equipamento". Neste período, estarão concluídos o terminal 2 de passageiros e a reforma completa no terminal 1. "É Lamentável o estado que encontramos o Galeão", reforça Gaudenzi, no cargo há seis meses.

As obras na infra-estrutura - parte do investimento do PAC - fazem parte da recuperação e revitalização do sistema de pistas e pátios do Galeão. Daqui a um mês, começa a recuperação da pista de táxi e pátio de aeronaves. A licitação também foi aberta para reforma do sistema de infra-estrutura de equipamentos de auxílio à navegação aérea.

A fase final (daqui a dois meses) será o alargamento das intercessões, ou seja, do "acostamento" da pista, um dos pré-requisitos para receber a maior aeronave do mundo, o A-380. Essas etapas somam R$ 70 milhões.

Segundo dados da Infraero, o Aeroporto do Galeão registrou, no mês de janeiro, um crescimento de 24,0% em relação ao mesmo período de 2007, computando 1.064.827 passageiros embarcados e desembarcados nesse ano, contra 858.300 em 2007.

O movimento de vôos internacionais cresceu 6% e o de vôos domésticos 17%. Os números demonstram uma melhor ocupação nos vôos, já que o volume de operações de pousos e decolagens registrou o maior movimento de todos os tempos (11.474 mil movimentos), 5% a mais em relação à 2007.

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