Crise aérea

Crise aérea

Sexta, 15 de fevereiro de 2008, 10h11 Atualizada às 10h12

Guarulhos: aumento na tarifa assusta empresas

As companhias aéreas que atuam no Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos, alegam que o aumento da tarifa de estacionamento de aeronaves tornará inviáveis as operações no terminal. O aumento foi proposto pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como medida para evitar atrasos e deverá chegar a 5.000%.

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Segundo o presidente da Deutsche Lufthansa, Stefan Lauer, se a medida for realmente aprovada, o custo de estacionamento das aeronaves em Guarulhos passará de US$ 1,5 mil por dia para US$ 78 mil. "Isso significa que ficará inviável manter uma operação lucrativa em São Paulo", disse o executivo, que esteve no País ontem.

Segundo a Anac, a medida já passou por consultas públicas e agora no final de março deverá ser realizada uma audiência pública para aprovar a medida.

A Iata, organização internacional que congrega todas as companhias aéreas, está negociando com as autoridades brasileiras o valor das tarifas. "Se for aprovada, a medida vai matar os vôos internacionais por Guarulhos. Todas as companhias terão que rever suas operações. É preciso que o País tome soluções apropriadas e não penalizar as companhias", disse Lauer.

Mário Carvalho, diretor-geral para o Brasil da TAP Linhas Aéreas, a maior companhia estrangeira operando no País, disse que o impacto financeiro para a empresa será "absurdo". "Hoje, mesmo com duas freqüências diárias saindo de Guarulhos, gastamos cerca de US$ 400 mil por mês. Isso porque o tempo de permanência da aeronave é somente de duas horas", disse. Segundo ele, os vôos de Lisboa chegam às 17h e decolam às 19h.

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