Crise aérea

Crise aérea

Sábado, 2 de fevereiro de 2008, 02h19

Rio: modernização de aeroporto custará R$ 130 mi

No próximo dia 8 de fevereiro serão abertos os envelopes contendo os projetos arquitetônicos para a modernização do Terminal 1 do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão). Depois de feita a escolha do projeto, será aberta concorrência (em março) para decidir o projeto de engenharia que iniciará as obras em outubro deste ano. O custo total da empreitada será em torno dos R$ 130 milhões e ficará pronto em dois anos.

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As reformas iniciadas no Terminal 1 no final de 2007, ficam prontas em março deste ano. Foram gastos R$ 50 milhões em obras como a troca de juntas na pista principal, a reforma de banheiros e escadas rolantes.

Em visita ao aeroporto, o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, demonstrou seu apoio pela abertura de capital da autarquia.

"Sou favorável à abertura de capital. É uma injeção de capital que oxigena a empresa", diz Gaudenzi. "A fiscalização dos acionistas é mais pró-ativa e eficaz que qualquer orgão."

Para o presidente a abertura de capital proporcionaria à Infraero a possibilidade de competir em mercados como a América do Sul, Europa e África.

"Na licitação para o novo aeroporto de Lisboa, não pudemos concorrer porque um item do atual estatuto nos proibia", explica o presidente. "A abertura de capital poderia mudar isso."

Na época, a Odebrecht convidou a Infraero a participar da concorrência. Mas devido ao percalço legal, deve te abandoná-la.

A atual polêmica com o governador do Estado do Rio Sérgio Cabral, que criticou a Infraero por dificultar um vôo direto Roma-Rio e chamou o aeroporto internacional de "espelunca", foi explicada pelo Tenente Brigadeiro do Ar Cleonilson Nicócio Silva, o diretor de orperações da Infraero.

"No horário solicitado pela Alitália, todos os boxes de check-in estavam ocupados", retifica Nicócio. Nós oferecemos dois outros horários disponíveis. Em qualquer lugar do mundo é assim.

Comparações
Gaudenzi explicou que a operação do aeroporto de Roma é mais constante, comparada com a frequência do Galeão, que opera com horários de picos.

"O horário que a Alitália queria era entre às 18h e 20h, o mais disputado", diz Gaudenzi.

Há um mês, o diretor de operações da Infraero entregou um dossiê completo sobre os problemas do aeroporto ao ministro da defesa Nelson Jobim.

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