Rodrigo Gaier
Embora reconheça que a discussão sobre a abertura de capital ainda esteja em fase inicial, Gaudenzi acredita que essa seria a saída para a ampliação dos investimentos na infra-estrutura aeroportuária do país.
"A abertura de capital é boa. Ela (Infraero) passará a ter mais fiscalização", disse ele em entrevista a jornalistas no aeroporto internacional do Rio.
Segundo Gaudenzi, a abertura de capital seria o primeiro passo para projeto de internacionalização da estatal, que administra 67 aeroportos no Brasil.
"No passado a Infraero perdeu a chance de operar o aeroporto de Lisboa porque havia uma cláusula que impedia a nossa atuação no exterior. A abertura de capital poderia ajudar a superar essa cláusula que ainda existe. Perdemos a chance de colocar um pé na Europa e ter entrada para a África", afirmou o presidente da estatal.
Ao mesmo tempo, ele afirmou que uma privatização da estatal seria nociva, uma vez que a nova controladora iria privilegiar investimentos nos aeroportos rentáveis do pais.
"Quem vai querer investir em Rio Branco, Amapá, São Gonçalo do Amarantes e outros aeroportos menores? Se eu vejo lucro, eu fico longe do prejuízo. Esse é um país continental", afirmou, acrescentando que uma parceria público-privada seria bem-vinda para a construção de novos aeroportos.
Gaudenzi anunciou que a Infraero deve investir em 2008 mais de 1 bilhão de reais na infra-estrutura dos aeroportos no país, contra 573 milhões de reais no ano passado. O volume de investimentos ainda precisa ser aprovado em reunião do Conselho de Administração da estatal, após o Carnaval.
Segundo ele, em 2007 a Infraero teve um "pequeno lucro".
Reuters
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