Crise aérea

Crise aérea

Quinta, 24 de janeiro de 2008, 09h40 Atualizada às 18h24

Jobim: volta de conexões não afeta segurança em Congonhas

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quinta-feira que a volta das conexões ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, não significa abrir mão da segurança nos vôos. "No momento em que admitimos a s conexões não estamos abrindo mão de absolutamente nada", disse em entrevista à rádio CBN.

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No início da semana, Jobim anunciou que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permitirá escalas e conexões no Aeroporto de Congonhas a partir de 16 de março, período de baixa estação após o retorno às aulas em todo o País. Jobim informou ainda que vôos charter e de fretamento serão autorizados em Congonhas aos fins de semana.

Segundo o ministro, o governo está tomando medidas para manter a regularidade dos vôos, como o aumento das tarifas contra os atrasos. Caso ultrapassem o tempo mínimo de atraso, as companhias serão multadas. "Com isso vamos garantir a pontualidade", afirmou.

Após a tragédia com o avião da TAM em Congonhas, o governo e as empresas aéreas reestruturaram a malha com o objetivo de desafogar o aeroporto, tido como um dos principais hubs - pontos de conexão - de todo o Brasil.

Devido às mudanças, Congonhas opera com apenas 30 operações de pouso e decolagens por hora, em comparação com as mais de 40 em meados do ano passado, antes do acidente, de acordo com o Ministério da Defesa. Por conta das mudanças, o aeroporto paulistano teve 205.130 pousos e decolagens no ano passado, ante os mais de 230 mil em 2006.

Capital privado na Infraero
Jobim afirmou ainda que o governo examina a abertura de capital da Infraero, com a entrada de investimento do setor privado. "Temos um problema de governança corporativa na Infraero. Mas não se descarta fazer concessões. Estamos pensando agora na abertura de capital da Infraero, podemos torná-la mais eficaz através da participação do capital privado."

O ministro confirmou ainda que devem ser tomadas medidas para ampliar a participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras. As mudanças devem ser votadas pelo Congresso Nacional após o recesso parlamentar. "Hoje só é permitida entrada de 20%, mas há projetos que elevam a ate 40% a participação estrangeira", afirmou.

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