Crise aérea

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Domingo, 5 de agosto de 2007, 08h57 Atualizada às 12h21

Infraero: JK está pronto para receber novas conexões

Apesar de ser o terceiro do País em movimentação de passageiros, a Infraero afirma que o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek,em Brasília, tem condições de atender novas demandas sem necessidade de obras imediatas. A estatal explica que o JK tem movimentação intensa apenas em horários de pico - no início da manhã e final da tarde. Durante todo o resto do dia, no entanto, o aeroporto tem espaço e infra-estrutura ociosos.

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Esse foi um dos motivos de o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, ter determinado, durante reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), a transferência de conexões de São Paulo para Brasília. A idéia é que o aeroporto seja distribuidor de vôos para as regiões Centro-Oeste e Norte do País, principalmente fora dos horários de pico. Como a princípio os vôos são apenas conexões, a Infraero acredita que não há necessidade de mudança nos terminais de passageiros.

Outra resolução do Conac é que Brasília passe a receber também mais vôos internacionais, com o objetivo de desafogar o Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos. Apesar de contar com uma segunda pista que tem condições de receber vôos de grande porte, o aeroporto de Brasília tem somente um vôo direto para fora do País: da companhia portuguesa TAP, para Lisboa.

Esta segunda pista tem cerca de 3,1 mil m, ou seja, capacidade para receber aviões de grande porte, mas a Infraero diz que ela ainda é subutilizada. Assim, as únicas exigências imediatas para receber vôos internacionais são aumento do número de pessoal de alfândega e de recepção e compra de material como aparelhos de raio X. A Infraero não soube precisar qual o valor necessário para concluir tais exigências.

Com duas pistas para vôos comerciais, o aeroporto de Brasília tem a capacidade de receber 555 mil pousos e decolagens por ano. Mesmo tendo infra-estrutura suficiente, o governo federal quer investir a longo prazo. O Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) prevê investimento de R$ 149 milhões até 2010 no JK.

O dinheiro é para ser utilizado na construção do chamado "satélite sul", ou seja, uma nova área de embarque e desembarque de passageiros. Com ela, o aeroporto terá capacidade de receber 16 milhões de usuários por ano. Hoje, a capacidade é de 7,4 milhões de passageiros por ano.

A idéia inicial era que as obras começassem já em 2007, gastando-se um total de R$ 25 milhões dos 149 somente esse ano. O governo, no entanto, ainda não abriu edital para a construção do satélite.

O aeroporto de Brasília também é conhecido por sua área de lazer. O terceiro piso, com 12 mil metros quadrados, tem terraço panorâmico, praça de alimentação, lojas, quatro salas de cinema, com capacidade para 500 pessoas, e espaço para exposições. Ao todo, o aeroshopping do Aeroporto de Brasília tem 136 pontos comerciais.

Histórico
O trabalho de construção do aeroporto, iniciado em 6 de novembro de 1956, durou pouco mais de seis meses e demandou o desmatamento de uma área de 1,334 mil m², terraplanagem de 178 mil m², base estabilizada de 40 mil m², revestimento de 73,5 mil m², serviços topográficos, de localização e nivelamento.

A pista estava projetada para 3,3 mil m, mas a primeira etapa possuía apenas 2,4 mil m de extensão e 45 m de largura. O terminal de passageiros foi construído em madeira e serviu à cidade até 1971.

Em 1990 o aeroporto de Brasília começou a ganhar a forma atual. Um corpo central e dois satélites para embarque e desembarque de passageiros. A primeira etapa foi inaugurada em 1992. Incluiu a construção do viaduto de acesso ao terminal de passageiros e a cobertura metálica, num total de 11.726 m².

O satélite, edifício circular para áreas de embarque e desembarque, foi inaugurado em 1994, na segunda etapa, quando foram entregues também uma parte reformada no corpo central do terminal de passageiros e nove pontes de embarque.

Nesta época, entrou em operação no aeroporto o Sistema Integrado de Tratamento de Informação Aeroportuária (SITIA), que possibilitou a automação no controle de diversas atividades. Brasília foi o primeiro aeroporto da América Latina a receber este sistema.

A conclusão da terceira etapa das obras ofereceu aos usuários uma nova área de embarque e desembarque internacional, um terraço panorâmico e uma praça de alimentação 24 horas. A reforma alcançou uma área de 17. 285 m², com a instalação de uma galeria com fontes, jardinagem e espaço para exposições.

O projeto atual é de autoria do arquiteto Sérgio Parada, que deu ao aeroporto uma concepção moderna, dinâmica e alinhada com os traços da cidade.

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Divulgação O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, teria condições de atender novas demandas sem necessidade de obras imediatas O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, teria condições de atender novas demandas sem necessidade de obras imediatas

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