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"Ele (ministério da Defesa) é o fruto de uma expectativa. Ele não tem poder definitivo e normativo nenhum. É um órgão que tem um dos grandes comandos sob sua subordinação, mas ele não tem a gestão, não tem a administração", afirmou.
Segundo Pires, há uma situação ainda de muito pouca estruturação. "As equipes não se combinam, não se concentram. Elas não têm uma autoridade central que as possa reunir e dizer: 'está aqui a linha'".
O ex-ministro, demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última quarta-feira, disse que entendeu a posição de Lula, mas garantiu que, mesmo diante da atual situação do País, não pediria para sair. "Servir é uma coisa que a gente não renuncia nem abre mão".
Pires disse que espera que o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, possa, ao final de todas essas ocorrências que envolvem a aviação aérea brasileira, possa assumir o controle de tudo.
Ontem, Jobim admitiu que o Ministério da Defesa tem problemas e disse que isso vem desde a criação da pasta. Para ele, é preciso que todo o modelo de criação do ministério seja revisto. Ele deixou claro que a sua gestão será marcada por decisões. Jobim garantiu que o Ministério da Defesa receberá recursos do governo federal para ajudar a terminar com a crise no setor.
Redação Terra
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