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28 de setembro de 2012 • 08h24

vc repórter: polícia procura garoto de 3 anos desaparecido em SP

Policiais interditam rua para acompanhar manifestação de moradores do Jardim Tango, que pediam ajuda para encontrar Lucas Wesley da Silva  Foto: Daniel Yonamine / vc repórter
Policiais interditam rua para acompanhar manifestação de moradores do Jardim Tango, que pediam ajuda para encontrar Lucas Wesley da Silva
Foto: Daniel Yonamine / vc repórter
 

Policiais civis do 41° DP de São Paulo e agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) estão desde a última segunda-feira, 24, investigando o desaparecimento de um menino de 3 anos, morador do Jardim Tango, na zona leste da capital paulista.

Segundo o Boletim de Ocorrência (B.O) registrado pela família, no domingo, 23, Lucas Wesley da Silva saiu de casa sozinho para ir brincar na tia, que fica duas residências ao lado. Quando a mãe foi buscá-lo, foi informada que o menino já tinha ido embora. Testemunhas na vizinhança disseram que Lucas foi visto acompanhado de outro garoto mais velho e que os dois teriam saído para comprar doces.

Desde então, a vizinhança tem se mobilizado para encontrar Lucas. Na terça-feira, 25, cerca de 80 moradores do Jardim Tango realizaram uma manifestação pedindo ajuda para encontrar o garoto. O protesto percorreu a avenida Aguiar da Beira e a rua Inconfidência Mineira, entre as 17h15 e as 19h45. Com "ânimos exaltados", segundo a Polícia Militar, três manifestantes foram detidos por desordem, acusados de agredirem um oficial da PM e de danificarem duas viaturas da corporação. A Polícia Militar utilizou uma bomba de fumaça para conter o tumulto.

De acordo com Sebastião Celso dos Santos, delegado do 41° DP e responsável pelas investigações, na tarde de quarta-feira, 26, uma pessoa mandou para a família uma mensagem de celular avisando que Lucas estava com ela.

"Nós rastreamos o telefone e chegamos até a favela do Comando, na (avenida) Jornalista Roberto Marinho. Encontramos um casal e o telefone estava registrado no nome da mulher. Levamos os dois para prestar esclarecimentos, mas a mulher alegou que o celular não estava mais sob a posse dela", conta o delegado.

Por se tratar de uma família humilde, Santos descarta a hipótese de sequestro. O delegado afirma que as investigações continuam, mas que no momento não há outras evidências.

O internauta Daniel Yonamine, de São Paulo (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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