Tragédia em Santa Maria

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02 de fevereiro de 2013 • 15h43 • atualizado às 18h37

RS: vítimas recebem medicamento dos EUA para tratar intoxicações

O medicamento chegou ao país vindo de Saint Louis, nos Estados Unidos
Foto: Wesley Santos / Futura Press

Cento e quarenta kits de medicamento indicado para tratamento de intoxicação por cianeto chegaram neste sábado ao Rio Grande do Sul para serem usados em vítimas do incêndio na Boate Kiss. O medicamento - Hidroxicobalamina, ou Vitamina B12 injetável - ajudará no combate aos males que esse gás tóxico causa ao sistema respiratório.

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Os medicamentos chegaram à Base Aérea de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, por volta das 13h30. Das 140 doses, 76 ficaram para tratar as vítimas internadas na capital. O restante foi enviado para Santa Maria no avião da Força Aérea Brasileira, que pousou na cidade por volta das 15h.

"Vamos atender os pacientes de acordo com a necessidade. A expectativa é que não se use todo o quantitativo, somente alguns pacientes vão necessitar", disse a coordenadora de Assistência Farmacêutica da Secretaria Estadual da Saúde, Irene Porto Prazeres.

Em nota, o Ministério da Saúde informa que os kits foram obtidos a partir de uma parceria com o governo dos Estados Unidos, após solicitação preventiva apresentada na quinta-feira pelos hospitais de Santa Maria e Porto Alegre. A medida tem como objetivo complementar as medidas clínicas adotadas.

O ministro Alexandre Padilha garantiu que todo o esforço necessário para salvar vidas será feito, e que parte do medicamento será reservado para o caso de futura necessidade. Cada kit tem cinco gramas do medicamento, que será aplicado de forma intravenosa.

INCÊNDIO EM SANTA MARIA

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Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Sphor, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Com informações da Agência Brasil